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Nome: Nair Alexandre carvalho da silva RA: 2011312681 Turma: MT1 1) Elden Borges, empresário proprietário da empresa de editorial gráfico ELDEN PRINT LTDA, emprega três funcionários contratados mediante carteira assinada desde 01 de janeiro de 2010. Entretanto, por dificuldade financeiras da empresa verificadas desde 01 de janeiro de 2015, Elden omitiu-se de repassar as contribuições previdenciárias de seus empregados para poder injetar na empresa mais capital e mantê-la em funcionamento, permitindo assim o pagamento do salário de seus empregados e a não demissão de seu quadro pessoal. Ressalte-se que quando o dono da empresa começou a se omitir do repasse dos valores previdenciários, a pena abstrata prevista para o crime de apropriação indébita previdenciária era de reclusão de 2 a 5 anos. Os funcionários de Elden, ao fazer consulta no sistema do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), notaram que não havia sido depositada nenhuma quantia de contribuição dos últimos três anos, ocasião na qual realizaram em uma delegacia boletim de ocorrência dando ciência às autoridades policiais da irregularidade realizada pelo empresário. Por sua vez, em sede de inquérito, Elden alegou perante as autoridades policiais que, em razão da situação de dificuldade financeira, a via dos empréstimos bancários estava fechada, o recurso à agiotagem ou factoring aceleraria o processo de descapitalização da empresa e não existia patrimônio social ou pessoal próprio a ser vendido. Diante dessa situação fática, alegou não ser razoável exigir que sacrificasse o pagamento dos salários e a própria sobrevivência da empresa em favor do pagamento dos tributos. Para consubstanciar sua alegação, Elden forneceu provas documentais para comprovar sua situação de insolvência, como documentos que mostravam a desativação de empresas e filiais, perda de contratos com alguns clientes e inadimplência de outros clientes. Entretanto, apesar da defesa apresentada em inquérito por Elden Borges, o Ministério Público Federal denunciou o empresário pela prática do crime de apropriação indébita previdênciária (art.168-A, CP), em razão do empregador ter deixado de repassar a tributação descontada de seus empregados por ocasião do pagamento da remuneração, crime punido no momento da denúncia com a pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa. Com base no caso concreto narrado acima, responda fundamentadamente as seguintes questões: a) Qual excludente de ilicitude poderá ser aplicada ao caso de Elden Borges?Justifique (1,0 pt) R= O excludente de ilicitude será o estado de necessidade, pois elden estava diante de uma situação de perigo, que seria a falência da empresa, a demissão de seus funcionários e deixar de fazer o pagamento de dos salários. Para a defesa de um bem jurídico teve que praticar um crime, não tendo outra opção. b) Qual excludente de culpabilidade poderá ser aplicada ao caso de Elden Borges? Justifique (1,0 pt) R=Nesse caso do elden não há excludente de culpabilidade previsto no código penal. Contudo, o elden se encontra na situação de inexigibilidade de conduta diversa, que é um excludente que não está previsto no código penal, mas é trabalhado na jurisprudência previstos pelos tribunais brasileiros. A inexigibilidade de conduta diversa, ocorre quando a pessoa se encontra em uma situação que ela não tem nenhuma outra opção a não ser praticar a conduta. c) Houve a aplicação correta da lei penal no tempo no caso de Elden Borges? Justifique (1,0 pt) R= Não houve a aplicação correta da lei penal no tempo, no caso do elden, pois está diante de uma lei penal maléfico-benéfica, nesse é o réu que escolhe qual a lei penal que prefere que seja aplicada. O ministério público não deveria ter imposto a lei ao elden, é o elden, o elden deveria ter escolhido. 2) Elden Borges, operador de caixa, casado, pai de dois filhos, é abordado ao sair de sua casa por dois assaltantes, que invadem sua residência ameaçando Elden com armas em punho. Os bandidos, ameaçando matar a esposa e os filhos de Elden Borges, exigem uma quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais), dinheiro que o trabalhador, em razão de ser um homem de poucas posses, informa não possuir. Determinados a receber de Elden Borges a quantia em dinheiro, os assaltantes, mantendo como reféns os familiares do trabalhador, exigem que este pegue seu talão de cheques e desconte os títulos junto ao comércio local, como forma de levantar rapidamente a quantia exigida. Elden avisa aos assaltantes que não possui esse valor disponível em sua conta no banco, mas ante às ameaças dos bandidos, o trabalhador, desesperado, dirige-se à farmácia de Josué e apresenta os cheques solicitando que trocasse o título por dinheiro. O farmacêutico prontamente atende o pedido de Elden, descontando os cheques sem maiores indagações, em face da notória honestidade do trabalhador. Logo em seguida, os assaltantes obrigam Elden a dirigir-se ao posto de gasolina de Josias para realizar o mesmo procedimento. Sendo assim, Elden apresentou à Josias cheques de sua titularidade para que o título fosse trocado por dinheiro. O dono do posto de gasolina, conhecido de Elden, também acatou o pedido do conhecido vizinho de bairro e também cedeu o valor correspondente ao título. Com isso, Elden conseguiu obter a quantia exigida pelos assaltantes e entregou o resgate aos bandidos, que ainda o ameaçaram, mandando-o ficar calados, caso contrário voltariam para mata-lo. No dia, Josué e Josias, os donos dos estabelecimentos comerciais, dirigiram-se à agência bancária, onde apresentaram os cheques recebidos de Elden, quando são tomados de surpresa: os cheques recebidos tiveram o pagamento recusado por estarem sem provisão de fundos. Josué e Josias dirigiram-se à delegacia onde prestaram queixa contra Elden, tendo este sido indiciado por dois estelionatos, na modalidade fraude por meio de pagamento com cheque, em continuação delitiva. Sabendo que houve uma queixa prestada na Delegacia, Elden foi à casa de Josué e de Josias e quitou o débito com ambos os amigos, entregando o valor referente aos cheques que foram recusados e, em seguida, apresentou os cheques resgatados na Delegacia para comprovação de quitação do débito e prestação de esclarecimento de que havia sido obrigado a apresentar os cheques por coação dos assaltantes. Ainda assim, o Ministério Público denunciou o operador de caixa por estelionato continuado em concurso formal com o crime de associação criminosa, tendo o Juiz de direito da 3a Vara Criminal de Belém/PA recebido a denúncia e determinado a citação de Pedro para apresentação de resposta a acusação. Com base no caso concreto narrado acima, responda fundamentadamente as seguintes questões: a) Qual excludente de ilicitude poderá ser aplicada ao caso de Elden Borges?Justifique (1,0 pt) R= Não se aplica nenhuma excludente de ilicitude, pois não poderia ser legítima defesa, visto que elden não estava repelindo a agressão contra o agressor, estava a prejudicar terceiros e não ao agressor mesmo, e não poderia ser estado de necessidade, por que nao tem situação de perigo, em virtude de ser um humano que está ameaçando. b) Qual excludente de culpabilidade poderá ser aplicada ao caso de Elden Borges? Justifique (1,0 pt) R= A excludente de culpabilidade será a coação moral irresistível, pois o elden não tinha como rejeitar a ameaça de praticar o crime, visto que sua família estava sob ameaça de morte pelos assaltantes. c) Houve a aplicação correta do concurso de pessoas no caso de Elden Borges? Justifique (1,0 pt) R=Nesse caso não foi correto incluir elden no concurso de pessoas, pois faltou o elemento liame subjetivo da parte dele, tendo em vista que ele não queria está junto com os outros na prática do crime. Entao nao deveria ter sido incluído no concurso de pessoas. 3) Em dificuldades financeiras, Ana ingressa, com autorização da proprietária do imóvel, na residência vizinha àquela em que trabalhava como objetivo de subtrair uma quantia de dinheiro em espécie, simulando para tanto que precisava de uma quantidade de açúcar que estaria em falta. Após ingressar no imóvel e mexer na gaveta do quarto, vê pela janela aquela que é sua chefe e pensa na decepção que lhe causaria, razão pela qual decide deixar o local sem nada subtrair. Ocorre que as câmeras de segurança flagraram o comportamento de Ana, sendo as imagens encaminhadas para a Delegacia de Polícia pela sua empregadora. Existe algum benefício de tentativa simples ou qualificada a ser arguido pelo advogado de Ana em face de eventual processo criminal instaurado por sua chefe? Justifique (1,0 pt) R= Nesse caso a ana faz jus ao benefício de desistência voluntária. Dessa forma, ela não responde pelo crime que ela queria praticar, responde somente pelos atos criminosos que ela já praticou. Deste modo, ela não praticou nenhuma conduta criminosa, ou seja, vai ficar livre de qualquer pena. 4) Alberto, Bernardo e Caio interceptaram um carro forte e dominaram os seguranças, reduzindo- lhes por completo qualquer possibilidade de resistência, mediante grave ameaça e emprego de armamento de elevado calibre. O grupo, entretanto, encontrou vazio o cofre do veículo, pois, efetuaram a abordagem depois que os valores e documentos já haviam sido deixados na agência bancária. Por fim, os criminosos acabaram fugindo sem nada subtrair, mas foram presos em flagrante delito logo após a fuga. Acerca da situação acima apresentada e levando consideração a inexistência de valores no veículo e a ausência de subtração de bens, eles poderão ser responsabilizados pelo crime de roubo ao carro forte? Justifique (1,0 pt) R= Nesse caso, houve crime impossível por impropriedade absoluta do objeto, pois tentaram roubar o carro forte, mas não conseguiram, por conta do carro forte ser impróprio para produzir o resultado roubo, visto que ele não possuía dinheiro nenhum no momento do crime, assim, não havendo nada para roubar. A consequência jurídica disso é que eles nao não podem ser responsabilizados por crime de roubo, pois a conduta de roubo foi atípico por conta do crime ser impossível. 5) Analise os seguintes casos concretos: • Caso 1: João e Marta foram casados por cinco anos e, após o divórcio, continuaram a residir no mesmo lote, porém em casas diferentes. Certo dia, João, depois de ingerir bebidas alcoólicas com a única intenção de afogar as mágoas e esquecer Maria, acabou ficando completamente bêbado. Descontrolado, saiu de casa e abordou Maria em um ponto de ônibus e, movido por ciúmes, iniciou uma discussão e a ameaçou de morte. Ela foi à delegacia e registrou boletim de ocorrência acerca do acontecido, o que ensejou início de procedimento criminal contra João pelo crime de ameaça. R= O joão estava sob efeito da embriaguez voluntária culposa. Nesse caso, João vai responder por culpa, se o crime admite culpa. Não existe ameaça culposa, ou seja, ele não vai responder por crime nenhum, pois ameaça não tem modalidade culposa. • Caso 2: Elizeu ingeriu, sem saber, um medicamento para tratamento de hipertensão, pensando tratar-se de medicamento que costumava tomar para dor de cabeça. Em razão da ingestão errada do remédio e de seus efeitos entorpecentes, Elizeu perdeu totalmente sua capacidade de entendimento e de autodeterminação. Em seguida, entrou em uma farmácia e praticou um furto, tendo sido posteriormente denunciado pela prática do crime de furto. R= Nesse caso, elizeu estava sob efeito de embriaguez acidental por caso fortuito de forma completa, ele ingeriu o medicamentos sem saber e perdeu totalmente a capacidade mental. Dessa forma, o crime será excluído e elizeu não responderá por crime nenhum. • Caso 3: Cléber, com trinta e quatro anos de idade, pretendia matar, durante uma festa, seu desafeto, Sérgio, atual namorado de sua ex-noiva. Sem coragem para realizar a conduta delituosa, Cléber bebeu grandes doses de vodca para criar coragem para tirar a vida de seu inimigo mortal. Uma vez embriagado e completamente fora de sua capacidade mental, desferiu várias facadas contra Sérgio, que faleceu em decorrência dos ferimentos provocados pelas facadas. Cléber foi então preso em flagrante pelo crime de homicídio. R= Nesse caso cléber estava sob efeitode embriaguez preordenada, pois ele ficou bêbado na intenção de ter coragem para praticar o crime. Dessa forma, ele responderá pelo crime e sua pena será aumentada por ser embriaguez preordenada • Caso 4: Maria é aprovada no vestibular para uma determinada Universidade Federal. No dia da matrícula, Maria, caloura, é recebida pelos alunos veteranos da universidade e submetida a um trote acadêmico violento. Maria foi amarrada em uma cadeira de bar e obrigada a ingerir bebida alcoólica até ficar completamente embriagada e sem qualquer possibilidade de entender o caráter ilícito de um fato ou de determinar-se de acordo com este entendimento. Maria é liberada do trote e sai do bar, dirigindo-se até o seu veículo que estava estacionado em via pública, sem conseguir movimentá-lo. Abordada por policiais, desacatou-os. Analise os casos concretos acima indicando qual o tipo de embriaguez descrito e quais os efeitos jurídicos dessa embriaguez na responsabilização penal dos agentes (1,0 pt) R= A maria estava sob efeito de uma embriaguez acidental por força maior, pois ela foi obrigada a ingerir bebida contra a vontade dela. Diante a situação, a maria estava sob uma embriaguez acidental completa, sendo assim, o crime de desacato dela será excluído. 6) No dia 25 de dezembro de 2017, Carlos, funcionário público, recebe uma visita inesperada de João, seu superior hierárquico, em sua residência. João informa a Carlos que estava sendo investigado pela prática de um delito e exige que este altere informação em determinado documento público, mediante falsificação, de modo a garantir que não sejam obtidas provas do crime que vinha sendo investigado, assegurando que, caso a ordem não fosse cumprida, sequestraria o filho de Carlos e que a restrição da liberdade perduraria até o atendimento da exigência. Diante desse comportamento de João, Carlos falsifica o documento público, mas vem a ser descoberto e denunciado pela prática do crime previsto no Art. 297 do Código Penal (falsificação de documento público). Com base no caso hipotética acima, indique a forma como Carlos e João serão responsabilizados penalmente pelo crime de falsificação de documento público (1,0 pt) R= Nesse caso houve uma coação moral irresistível, visto que o carlos foi ameaçado por João que é o chefe, com a ameaça de que se o carlos não cometesse o crime de falsificação, haveria o sequestro de seu filho. Dessa forma, exclui o crime para carlos que foi coagido a praticá-lo e recai somente para seu chefe João.