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Professor - Evandro Nicomedes 1Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Fundamentos de redes TCP/IP • Nestes capítulos iremos aprender sobre o protocolo TCP-IP Versão 4 e versão 6 • NAT, DNS, DHCP, WINS Objetivos Professor - Evandro Nicomedes 2Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP versão 4 (IPv4) Professor - Evandro Nicomedes 3Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP O protocolo TCP/IP atualmente é o protocolo mais usado em redes locais. Isso se deve basicamente à popularização da Internet, a rede mundial de computadores, já que esse protocolo foi criado para ser usado na Internet. Outro fato que tornou o TCP/IP popular é que ele possui arquitetura aberta e qualquer fabricante pode adotar a sua própria versão do TCP/IP em seu sistema operacional, sem a necessidade de pagamento de direitos autorais a ninguém. Com isso, todos os fabricantes de sistemas operacionais acabaram adotando o TCP/IP, transformando-o em um protocolo universal, possibilitando que todos os sistemas possam comunicar-se entre si sem dificuldade. Professor - Evandro Nicomedes 4Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP A arquitetura do TCP/IP é mostrada na figura abaixo. Como você pode observar, ele é um protocolo de quatro camadas. Nesta mesma figura fazemos a correlação das camadas do TCP/IP com as camadas do modelo OSI. Professor - Evandro Nicomedes 5Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP O TCP/IP é, na realidade, um conjunto de protocolos. Os mais conhecidos dão justamente o nome desse conjunto: TCP (Transmission Control Protocol, Protocolo de Controle da Transmissão) e IP (Internet Protocol), que operam nas camadas Transporte e Internet, respectivamente. Mas eles não são os únicos. Vamos falar rapidamente dos protocolos mais usuais durante a nossa explicação sobre o funcionamento das camadas do protocolo TCP/IP e, posteriormente, uma explicação mais detalhada. Todos os protocolos do TCP/IP são documentados nos RFCs (Request for Comments), que são documentos descritivos do protocolo TCP/IP e que estão disponíveis na Internet. Professor - Evandro Nicomedes 6Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Camada de Aplicação Esta camada equivale às camadas 5, 6 e 7 do modelo OSI e faz a comunicação entre os aplicativos e o protocolo de transporte. Existem vários protocolos que operam na camada de aplicação. Os mais conhecidos são o HTTP (HyperText Transfer Protocol), SMTP (Simple Mail Transfer Protocol), o FTP (File Transfer Protocol), o SNMP (Simple Network Management Protocol), o DNS (Domain Name System) e o Telnet. Se você é entrosado com a Internet, já deve Ter ouvido falar nesses termos. Professor - Evandro Nicomedes 7Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Professor - Evandro Nicomedes 8Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Camada de Aplicação A camada de aplicação comunica-se com a camada de transporte através de uma porta. As portas são numeradas e as aplicações padrão usam sempre uma mesma porta O uso de um número de porta permite ao protocolo de transporte (tipicamente o TCP) saber qual é o tipo de conteúdo do pacote de dados (por exemplo, saber que o dado que ele está transportando é um e-mail) e, no receptor, saber para qual protocolo de aplicação ele deverá entregar o pacote de dados, já que, como estamos vendo, existem inúmeros. Assim, ao receber um pacote destinado à porta 25, o protocolo TCP irá entregá-lo ao protocolo que estiver conectado a esta porta, tipicamente o SMTP, que por sua vez entregará o dado à aplicação que o solicitou (o programa de e-mail). Professor - Evandro Nicomedes 9Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Camada de Aplicação Você pode descobrir as portas abertas usando um scan de portas ou através da linha de comandos (Windows), usando o comando netstat numa das seguinte formas: • netstat -an |find /i "listening" //Portas em escuta • netstat -an |find /i "established" //Portas com ligação estabelecida • netstat -an |find /i "3389" //Definir porta específica “3389” Professor - Evandro Nicomedes 10Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores *Numa máquina existem (teoricamente) 65.536 portas TCP que podem ser usadas pelas mais diversas aplicações/serviços, o que (teoricamente) poderíamos ter 65.536 aplicações/serviços distintos a correr em simultâneo na nossa máquina. O IP identifica a máquina e o porta identifica a aplicação/serviço. Além das portas TCP temos também 65.536 portas UDP(teoricamente). Iremos entender a diferença entre TCP e UDP mais a frente. Professor - Evandro Nicomedes 11Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Camada de Transporte A camada de transporte do TCP/IP é um equivalente direto da camada de transporte (camada 4) do modelo OSI. Esta camada é responsável por pegar os dados enviados pela camada de aplicação e transformá-los em pacotes, a serem repassados para a camada de Internet. No modelo TCP/IP a camada de transporte utiliza um esquema de multiplexação, onde é possível transmitir “simultaneamente” dados das mais diferentes aplicações. Na verdade, ocorre o conceito de intercalamento de pacotes. Vários programas poderão estar comunicando-se com a rede ao mesmo tempo, mas os pacotes gerados serão enviados à rede de forma intercalada, não sendo preciso terminar um tipo de aplicação de rede para então começar outra. Isso é possível graças ao uso do conceito de portas, explicado anteriormente, já que dentro do pacote há a informação da porta de origem e de destino do dado. Professor - Evandro Nicomedes 12Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Camada de Transporte Nesta camada operam dois protocolos: o já falado TCP (Transmission Control Protocol) e o UDP (User Datagram Protocol). Ao contrário do TCP, este segundo protocolo não verifica se o dado chegou ou não ao destino. Por esse motivo, o protocolo mais usado na transmissão de dados é o TCP, enquanto que o UDP é tipicamente usado na transmissão de informações de controle. Na recepção de dados, a camada de transporte pega os pacotes passados pela camada Internet e trata de colocá-los em ordem e verificar se todos chegaram corretamente. Como chegamos a comentar anteriormente, em redes grandes (e especialmente na Internet) os quadros enviados pelo transmissor podem seguir por diversos caminhos até chegar ao receptor. Com isso, os quadros podem chegar fora de ordem. Professor - Evandro Nicomedes 13Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Camada de Internet A camada de Internet do modelo TCP/IP é equivalente à camada 3 (Rede) do modelo OSI. Assim, todas as explicações dadas sobre essa camada no capítulo passado são 100% válidas para a camada de Internet do TCP/IP. Há vários protocolos que podem operar nessa camada: IP (Internet Protocol), ICMP (Internet Control Message Protocol), ARP (Address Resolution Protocol) e RARP (Reverse Address Resolution Protocol). Professor - Evandro Nicomedes 14Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Camada de Internet Na transmissão de um dado de programa, o pacote de dados recebido da camada TCP é dividido em pacotes chamados datagramas. Os datagramas são enviados para a camada de interface com a rede, onde são transmitidos pelo cabeamento da rede através de quadros. Esta camada não verifica se os datagramas chegaram ao destino, istoé feito pelo TCP. Esta camada é responsável pelo roteamento de pacotes, isto é, adiciona ao datagrama informações sobre o caminho que ele deverá percorrer. Para entendermos mais a fundo o funcionamento desta camada e dos protocolos envolvidos, devemos estudar primeiramente o esquema de endereçamento usado pelas redes baseadas no protocolo TCP/IP (endereçamento IP). Professor - Evandro Nicomedes 15Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Camada de Interface com a Rede Esta camada, que é equivalente às camadas 1 e 2 do modelo OSI, é responsável por enviar o datagrama recebido pela camada de Internet em forma de um quadro através da rede. Nós estudamos o funcionamento desta camada no capítulo passado. A figura abaixo mostra o esquema completo de um computador operando com o protocolo TCP/IP. Professor - Evandro Nicomedes 16Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Funcionamento do TCP/IP Professor - Evandro Nicomedes 17Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Link de dados Fisica 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Transporte Internet Interface com a rede 7 4 3 1 Professor - Evandro Nicomedes 18Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Aplicação7 Out In Dados http://ww w.terra.co m.br Transporte Dados TCP ou UDP? Porta de saída Porta de retorno http = 80 Aleatória acima de 1024 smtp = 25 ftp = 21 … TCP Professor - Evandro Nicomedes 19Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DadosTCP Transporte Internet 4 3 DadosTCP 1 - Interface com a rede IP Responsável pelo endereçamento lógico 192.168.0.1 e o endereçamento físico A5:BB:FF:07:34:8A IPV4, IPV6, ARP, RARP, ICMP … Ethernet, 3G, Fibra óptica, Wireless 802.11, … Placa de Rede Modem, … Professor - Evandro Nicomedes 20Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Cabeçalho IPv4 Professor - Evandro Nicomedes 21Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores TCP : Conexão 21 HostCliente Send SYN seq=x Receive SYN +ACK segment Send ACK y+1 Receive SYN segment Send SYN seq=y, ACK x+1 Receive ACK segment HostCliente Send FIN seq=x Receive FIN + ACK segment Send ACK y+1 Receive FIN segment Send ACK x+1 Receive ACK segment Estabelecendo uma conexão TCP/IP Fechando uma conexão TCP/IP Receive ACK segment Send FIN seq=y, ACK x+1 Professor - Evandro Nicomedes 22Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Endereçamento IP Como dissemos anteriormente, o protocolo TCP/IP é roteável, isto é, ele foi criado pensando-se na interligação de diversas redes – onde podemos Ter diversos caminhos interligando o transmissor e o receptor –, culminando na rede mundial que hoje conhecemos por Internet. Por isso, ele utiliza um esquema de endereçamento lógico chamado endereçamento IP. Em uma rede TCP/IP cada dispositivo conectado em rede necessita usar pelo menos um endereçamento IP. Professor - Evandro Nicomedes 23Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Endereçamento IP Endereçamento IP É claro que em poucos anos essa quantidade de dispositivos conectados à Internet – que no início parecia ser algo impossível de se alcançar – terá sido atingida, até mesmo porque há alguns endereços que não podem ser usados, diminuindo o número máximo de endereços IP disponível. Por isso, já foi padronizado o endereçamento IP usando 128 bits em vez de 32 bits. Esse endereçamento, que ainda não está comercialmente em uso, é chamado IPv6, IP Next Generation (Ipng) ou Simple Internet Protocol Plus (SIPP). Com 128 bits é possível endereçarmos 340.282.366.920.938.463.463.463.374.607.431.768.456 dispositivos diferentes. Um nerd qualquer calculou que com esse número dá para termos 1.564 endereços IP por metro quadrado da superfície do planeta Terra. 340 undecilhões, 282 decalhões, 366 nonilhões, 920 octilhões, 938 septilhões, 463 sextilhões,463 quintilhões, 374 quatrilhões, 607 trilhões, 431,000 biilhões, 768 milhões, 211 mil e 456 Professor - Evandro Nicomedes 24Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Endereçamento IP Campos de um endereço IP O endereço IP é um número de 32 bits, representado em decimal em forma de quatro números de oito bits separados por um ponto, no formato a.b.c.d. Assim, o menor endereço de IP possível é 0.0.0.0 e o maior, 255.255.255.255. Nota: Com oito bits podemos representar até 256 números (28), de 0 a 255. Com isso, teoricamente uma rede TCP/IP pode ter até 4.294.967.296 endereços IP (2564), ou seja, esse número de dispositivos conectados a ela (dissemos teoricamente porque, como veremos, alguns endereços são reservados e não podem ser usados). . Identificação da rede Identificação da máquina Professor - Evandro Nicomedes 25Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Cada host (computador) possui um endereço IP que codifica seu número de rede e número de host. Endereço IP é formado pela combinação de 4 conjuntos de 8 bits (octeto), totalizando 32 bits. Endereço IP = Endereço de REDE + Endereço de HOST 200 251 192 0 8 bits 8 bits 8 bits 8 bits Professor - Evandro Nicomedes 26Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP Cada dispositivo de uma rede TCP/IP precisa ter um endereço IP único, para que o pacote de dados consiga ser entregue corretamente. Por isso, você não pode simplesmente usar em sua rede qualquer endereço IP que você quiser. Você terá de obrigatoriamente usar endereços que não estejam sendo usados por nenhum outro computador da rede. Quanto maior a rede, maior a probabilidade de ter computadores usando endereços IP que você pensou em usar. Imagine então a situação de uma rede conectada à Internet: nenhum do endereços IP de sua rede poderão ser endereços que estejam sendo usados por outras máquinas ao redor do mundo. Como você pode reparar, há alguns bits fixos no início de cada classe de endereço IP. Isso faz com que cada classe de endereços IP seja dividida conforme mostra a tabela. Professor - Evandro Nicomedes 27Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Classes de Endereços IP Nota: Como você pode reparar, alguns endereços não constam nessa tabela pois são de uso reservado, por exemplo os endereços 127.x.x.x (que são usados com a finalidade de testar a rede). Classe Endereço mais baixo Endereço mais alto A 1.0.0.0 126.0.0.0 B 128.1.0.0 191.255.0.0 C 192.0.1.0 223.255.255.0 D 224.0.0.0 239.255.255.255 E 240.0.0.0 255.255.255.254 Professor - Evandro Nicomedes 28Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Conflitos IP Professor - Evandro Nicomedes 29Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Classes de Endereços IP Rede Rede Host Host Rede Host Host Host Rede HostRede Rede Reservado para uso futuro A B C D E Endereço Multicast 8 bits 8 bits 8 bits 8 bits Professor - Evandro Nicomedes 30Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Classes de Endereços IP Em redes usamos somente os endereços IP das classes A, B e C. Para que você entenda melhor a tabela acima, fizemos o seguinte resumo: – Classe A: O primeiro número identifica a rede, os demais três números indicam a máquina. Cada endereço classe A consegue endereçar até 16.777.216 máquinas. – Classe B: Os dois primeiros números identificam a rede, os dois demais indicam a máquina. Esse tipo de endereço consegue endereçar até 65.536 máquinas. – Classe C: Os três primeiros númerosidentificam a rede, o último número indica a máquina. Com isso, consegue endereçar até 256 máquinas. Professor - Evandro Nicomedes 31Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Números Máximos de Hosts Professor - Evandro Nicomedes 32Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Classes de Endereços IP Para que você entenda melhor essa classificação, vamos explicar primeiro os endereços de classe C. Nesse tipo de endereço IP, os três primeiros números indicam a rede e o último número indica a máquina. Se você for usar um endereço IP classe C em sua rede, você poderá ter, pelo menos teoricamente, até 256 dispositivos conectados em sua rede (de 0 a 255). Na verdade, você poderá ter até 254 dispositivos, já que os endereços 0 e 255 são reservados, como veremos adiante. Se você precisar de mais endereços IP, você precisará ter acesso a mais um endereço classe C, ou mesmo pleitear um endereço classe B, caso sua rede seja realmente muito grande (com um endereço classe B é possível endereçar até 65.536 máquinas diferentes, sem descontar os endereços reservados). Ou seja, a escolha do tipo de classe de endereçamento (A, B ou C) é feita com base no tamanho da sua rede. As redes locais em sua esmagadora maioria utilizam endereços de classe C. Professor - Evandro Nicomedes 33Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Endereçamento IP - Especiais Existem alguns endereços que são conhecidos como endereços “mágicos”, que são endereços Ips reservados para redes privadas. Assim, você pode montar a sua rede TCP/IP baseada nesses endereços que não gerará conflito com os endereços IP da Internet, pois os roteadores da Internet reconhecem esses endereços como sendo de uma rede particular e não repassam os pedidos de pacotes que façam referência a esses endereços para o resto da Internet. Mesmo que o roteador de sua rede esteja configurado de forma errônea e passar o pacote adiante, o pacote acabará atingindo um roteador que estará configurado corretamente, “barrando” o pedido de seguir para o resto da Internet, evitando o conflito. Professor - Evandro Nicomedes 34Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Classes de Endereços IP Esses endereços especiais (reservados para redes privadas) são os seguintes: – Classe A: 10.0.0.0 a 10.255.255.255 – Classe B: 172.16.0.0 a 172.31.255.255 – Classe C: 192.168.0.0 a 192.168.255.255 Ou seja, se você pretende montar uma rede TCP/IP particular, sem estar conectada ao backbone da Internet, baseada em um endereço classe C, poderá usar o endereço 192.168.0.0 Professor - Evandro Nicomedes 35Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP O sistema de redes que forma a estrutura básica da Internet é chamado backbone. Para que a sua rede esteja conectada à Internet, ela terá de estar conectada ao backbone de alguma forma, seja diretamente, seja indiretamente, através de uma outra rede que esteja conectada ao backbone. Por exemplo, no Brasil, um dos backbones existentes é o da Embratel. Dessa forma, se você quiser que sua rede esteja conectada à Internet, ela deverá estar conectada diretamente à rede Embratel ou indiretamente, conectando a sua rede a uma outra rede que possua essa conexão. A Internet possui uma estrutura hierárquica. O responsável pelo backbone é o responsável pelo controle e fornecimento de números Ips a seus subordinados; por sua vez os números Ips que o responsável pelo backbone pode ceder a seus subordinados foi estabelecido pelo backbone hierarquicamente superior ao backbone em questão. Professor - Evandro Nicomedes 36Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Default Gateway De forma muito simples e objetiva podemos dizer o seguinte: Só necessitamos de configurar um endereço gateway quando pretendemos comunicar com equipamentos fora da nossa rede ou sub-rede. Quando refiro rede, não me refiro à rede física (infraestrutura) mas sim ao conjunto de equipamentos que estão dentro da mesma rede lógica. Digamos que o endereço gateway, é a porta de saída para outra rede. Professor - Evandro Nicomedes 37Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IP Público x IP Privado • IP Público ou Válido Ex: 200.251.198.23 • IP Privativo ou Inválido Ex: 10.0.0.0 a 10.255.255.255 172.16.0.0 a 172.31.255.255 192.168.0.0 a 192.168.255.255 Professor - Evandro Nicomedes 38Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Máscara de Rede Um termo que você encontrará com facilidade ao configurar redes baseadas no protocolo TCP/IP é máscara de rede. A máscara é formada por 32 bits no mesmo formato que o endereçamento IP e cada bit 1 da máscara informa a parte do endereço IP que é usada para o endereçamento da rede e cada bit 0 informa a parte do endereço IP que é usada para o endereçamento das máquinas. Dessa forma, as máscaras padrões são: – Classe A: 255.0.0.0 – Classe B: 255.255.0.0 – Classe C: 255.255.255.0 Nota: O valor 255 equivale a um grupo de oito bits (byte) com todos os seus bits em 1. Professor - Evandro Nicomedes 39Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Máscara de sub-rede Professor - Evandro Nicomedes 40Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IP IP em decimal: 192.168.1.1 IP : 11000000.10101000.00000001.00000001 Maior IP : 11111111.11111111.11111111.11111111 Menor IP : 000000000.00000000.00000000.00000000 . Máscara de rede Máscara de rede em decimal: 255.255.255.224 Mascara de rede: 11111111.11111111.11111111.11100000 Maior Masc de rede: 11111111.11111111.11111111.11111111 Menor Masc de rede: 000000000.00000000.00000000.00000000 IP: 192.168.1.1 Masc: 255.255.255.224 O endereçamento IP B in á ri o B in á ri o Professor - Evandro Nicomedes 41Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Endereço de rede e broadcast Endereço de rede – primeiro IP da faixa(range) Endereço de Broadcast – último IP da faixa (range) O endereço 0 indica “rede”. Assim, o endereço 192.168.0.0 indica a rede que usa endereços que comecem por 192.168.0. Como esse endereço é classe C, somente o último byte é usado para endereçar as máquinas presentes na rede, por isso os três primeiros números são fixos e só o último varia. rede. Já o endereço 192.168.0.255 é reservado para broadcast, o ato de enviar um mesmo pacote de dados para mais de uma máquina ao mesmo tempo. Um pacote de dados de broadcast é recebido por todas as máquinas da rede. Professor - Evandro Nicomedes 42Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Veja se você realmente entendeu! IP Máscara Classe Endereço de rede Broadcast Outro ip da rede 192.168.255.254 . . . C 210.0.0.210 255. . . 210.220.230.240 255. . . 0 A 172.31.0.1 255. . . 192.168.0.10 . 255 . .0 200.202.247.45 255. . . 4.5.6.7 . . 0 .0 Professor - Evandro Nicomedes 43Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede - CIDR Os endereços IP/máscara podem ser apresentados de várias formas. Hoje vamos mostrar como tendo a máscara podemos fazer a mesma notação. Um endereço IPv4 é formado por 32 bits que é o mesmo que dizermos que possui quatro octetos representados na forma decimal (ex: 192.168.0.1). Uma parte desse endereço indica-nos a rede e a outra parte indica-nos qual a máquina. Para determinarmos que parte do endereço IP identifica a rede e que parte identifica a máquina, teremos de recorrer à máscara de rede (subnet mask ou netmask) associada. Para ser mais fácil produzi o seguinte esquema para ajudar na compreensão. Considerem que em cada octeto existe uma escala igual à que se encontra naelipse amarela. Professor - Evandro Nicomedes 44Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede - CIDR Vamos considerar para exemplo a máscara 255.255.255.0. Vamos começar por calcular o primeiro 255. Para tal, olhamos para a elipse amarela e vamos verificar a que valores vamos ter de atribuir 0 ou 1 para obter o valor 255, ou seja, basicamente vamos passar 255 para o valor binário correspondente. Para 255 é fácil pois teríamos de colocar tudo a 1. Somando 128+64+32+16+8+4+2+1 termos então o 255. Então podemos considerar que 255.255.255.0 é igual a: Professor - Evandro Nicomedes 45Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede - CIDR Então e como calcular? (também designada por notação CIDR (Classless Inter-Domain Routing)) • Bem, esta parte é ainda mais simples, pois apenas basta contar o número de 1’. Para o caso anterior são 24 (ou seja 8 bits + 8 bits + 8bits) • Então considerando que eu tenho o endereço 192.168.0.1 com a máscara: 255.255.255.0 é igual a dizer que eu tenho 192.168.0.1/24 Professor - Evandro Nicomedes 46Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede - CIDR Podemos ainda concluir que para o endereço 192.168.0.1 com a máscara 255.255.255.0: A parte que identifica a rede é:: 192.168.0 (3 primeiros octetos) A parte da máquina é o .1 (último octeto) Considerem agora que a máscara era 255.255.240.0? Imaginem que eu tenho o endereço 172.16.32.1 com a máscara 255.255.240.0 posso simplesmente representar com 172.16.32.1/20 Professor - Evandro Nicomedes 47Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede Para começar vamos a alguns conceitos. Endereço IP – Um endereço IPv4 é formado por 32 bits que é o mesmo que dizermos que possui quatro octetos representados na forma decimal (ex: 192.168.0.1). Uma parte desse endereço indica-nos a rede e a outra parte indica-nos qual a máquina. Máscara de rede – Para determinarmos que parte do endereço IP identifica a rede e que parte identifica a máquina, teremos de recorrer à máscara de rede (subnet mask ou netmask) associada. Endereço Broadcast – O endereço broadcast de uma rede/sub-rede é definido como um endereço especial uma vez que permite que uma determinada informação seja enviada para todas as máquinas de uma rede/subrede. Este é sempre o último endereço possível de uma rede/sub- rede. Para explicar como proceder à divisão de uma rede em várias sub-redes vamos a um exemplo para que sejam mais fácil a explicação: Professor - Evandro Nicomedes 48Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede • Problema: Vamos considerar que pretendem organizar uma LAN Party e querem criar 6 sub-redes. Como requisito, cada uma das sub-redes deverá suportar 30 hosts (máquinas). A vossa rede principal é 192.168.1.0/24 e tem suporte para 254 hosts. Como proceder a essa divisão? Professor - Evandro Nicomedes 49Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede Para começar vamos recordar quais os requisitos: – Cada sub-rede deve ter suporte para pelo menos 30 hosts; – No mínimo devemos ter 6 sub-redes; Antes de proceder aos cálculos, vamos verificar se é possível satisfazer tais requisitos. Ora se a minha rede principal suporta 254 máquinas então 30 (PC’s) x 6 (sub-redes) = 180, logo será possível satisfazer o pedido. Foi também tido em conta que serão “perdidos” dois endereços por cada sub-rede: o endereço de sub-rede que identificará essa sub-rede e o endereço de broadcast de casa sub-rede. Professor - Evandro Nicomedes 50Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede Dando prioridade à exigência a nível de PC’s, vamos considerar o diagrama seguinte e responder à seguinte questão: Em que número da elipse amarela conseguiriam encaixar 32 PC’s (30 é o números de PCs + 1 que é o endereço para rede e +1 endereço de broadcast, que dá um total de 32). Ora têm 3 possibilidades: no 128, 64 ou 32. No entanto, a escolha deverá recair sobre 32 por ser o número mais próximo (neste exemplo até é igual) do solicitado. Professor - Evandro Nicomedes 51Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede Sabendo que a escolha é então 32 podemos então rapidamente afirmar que as sub-rede distam 32 endereços umas das outras e que podemos variar 3 bits. Professor - Evandro Nicomedes 52Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede Além disso vamos também ter de alterar a mascara da rede principal e ajustar às sub-redes. Como a máscara original é /24 (255.255.255.0) e como agora passamos a ter mais sub-redes e menos endereços disponíveis por cada sub-rede, então a máscara terá de avançar para a frente no último octeto. Como estamos usando mais 3 bits do último octeto, basta efetuar a soma o peso dos mesmos (128+64+32 = 224). Então a nova máscara a aplicar às novas sub-redes será: 255.255.255.224 (/27). Professor - Evandro Nicomedes 53Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede Entenda a resposta para nosso problema no quadro abaixo: Você entendeu? Então responda. • O que acontece com as outras faixas de IP que eu não escolhi? • Quando um outro computador estará na rede do computador cujo o IP é 192.168.1.58? Professor - Evandro Nicomedes 54Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Calculo de IP’s na rede - 256 256 o número cabalístico • Porque 256? – 256 é a quantidade de ip’s disponíveis entre 0 e 255. Seu uso se torna prático pois os humanos sabem calcular muito bem em decimal. Com o uso do 256 não existe a necessidade da transformação em binário. • Como usá-lo no calculo? Quantidade de IP’s 32 (30 hosts +1 de rede + 1 de broadcast) - 256 Resultante 224 (valor da máscara de rede) Professor - Evandro Nicomedes 55Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Veja se você realmente entendeu como calcular! IP Máscara End. de Rede End. de Broadcast Outro ip da rede 10.20.30.40 255.128.0.0 200.30.130.13 255.255.255.252 172.19.216.10 255.255.0.0 200.56.50.12 255.255.255.240 55.47.145.26 255.255.128.0 172.19.1.218 255.255.254.0 20.54.32.62 255.255.255.224 192.168.0.1 255.0.0.0 172.24.9.77 255.255.240.0 10.16.0.49 255.255.255.192 Professor - Evandro Nicomedes 56Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Toda a funcionalidade do roteador é baseada em tabelas de roteamento. Quando um pacote chega em uma das interfaces do roteador, ele analisa a sua tabela de roteamento, para verificar se na tabela de roteamento, existe uma rota para a rede de destino. Pode ser uma rota direta ou então para qual roteador o pacote deve ser enviado. Este processo continua até que o pacote seja entregue na rede de destino, ou até que o limite de 16 hopes (para simplificar imagine um hope como sendo um roteador da rede) tenha sido atingido. Professor - Evandro Nicomedes 57Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Na Figura a seguir apresento um exemplo de uma "mini- tabela" de roteamento (na plataforma Windows): Professor - Evandro Nicomedes 58Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Cada linha é uma entrada da tabela. Por exemplo, a linha a seguir é que define o Default Gateway da ser utilizado: 0.0.0.0 0.0.0.0 200.175.106.54 200.175.106.54 1 Professor - Evandro Nicomedes 59Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela deroteamento Uma entrada da tabela de roteamento possui os campos indicados no esquema a seguir e explicados logo em seguida: • Network ID: Este é o endereço de destino. Pode ser o endereço de uma rede (por exemplo: 10.10.10.0), o endereço de um equipamento da rede, o endereço de uma sub-rede ou o endereço da rota padrão (0.0.0.0) • Network Mask: A máscara de sub-rede utilizada para a rede de destino. • Next Hop: Endereço IP da interface para a qual o pacote deve ser enviado. Considere o exemplo a seguir, como sendo uma entrada de um roteador, com uma interface de WAN configurada com o IP número 10.200.200.4: • Interface: O ip de intreface do equipamento que esta configurada na mesma rede do next hop. • Metric: A métrica é um indicativo da “distância” da rota, entre destino e origem, em termos de hop. Esta entrada indica que pacotes enviados para a rede definida pelos parâmetros 10.100.100.0/255.255.255.0, deve ser enviada para o gateway 10.200.200.1 e para chegar a este gateway, os pacotes de informação devem ser enviados pela interface 10.200.200.120. Professor - Evandro Nicomedes 60Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Vamos analisar cada uma destas entradas e explicar a função de cada entrada, para que você possa entender melhor os conceitos de roteamento. Rota padrão Esta rota é indicada por uma identificação de rede 0.0.0.0 com uma máscara de sub-rede 0.0.0.0. Quando o TCP/IP tenta encontrar uma rota para um determinado destino, ele percorre todas as entradas da tabela de roteamento em busca de uma rota específica para a rede de destino. Caso não seja encontrada uma rota para a rede de destino, será utilizada a rota padrão. Em outras palavras, se não houver uma rota específica, mande através da rota padrão. Observe que a rota padrão é justamente o default gateway da rede (10.204.200.1), ou seja, a interface de LAN do roteador da rede. O parâmetro Interface (10.204.200.50) é o número IP da placa de rede do próprio servidor. Professor - Evandro Nicomedes 61Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Continuação Endereço da rede local Esta rota é conhecida como Rota da Rede Local. Ele basicamente diz o seguinte: "Quando o endereço IP de destino for um endereço da minha rede local, envie as informações através da minha placa de rede (observe que tanto o parâmetro Gateway como o parâmetro Interface estão configurados com o número IP do próprio servidor). Ou seja, se for para uma das máquinas da minha rede local, manda através da placa de rede, não precisa enviar para o roteador. Professor - Evandro Nicomedes 62Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Continuação Local host (endereço local) Este endereço faz referência ao próprio computador. Observe que 10.204.200.50 é o número IP do computador que está sendo analisado (no qual executei o comando route print). Esta rota diz que os programas do próprio computador, que enviarem pacotes para o destino 10.204.200.50 (ou seja, enviarem pacotes para si mesmo), devem usar como Gateway o endereço de loopback 127.0.0.1, através da interface de loopback 127.0.0.1. Esta rota é utilizada para agilizar as comunicações que ocorrem entre os componentes do próprio computador. Ao usar a interface de loopback, toda a comunicação ocorre a nível de software, ou seja, não é necessário enviar o pacote através das diversas camadas do protocolo TCP/IP, até que o pacote chegue na camada de enlace (ou seja, a placa de rede), para depois voltar. Ao invés disso é utilizada a interface de loopback para direcionar os pacotes corretamente. Observe que esta entrada tem como máscara de sub-rede o número 255.255.255.255. Esta máscara indica que a entrada é uma rota para um endereço IP específico. Professor - Evandro Nicomedes 63Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Continuação Network broadcast (Broadcast de rede) Esta rota define o endereço de broadcast da rede. Broadcast significa enviar para todos os computadores da rede. Quando é utilizado o endereço de broadcast, todos os computadores da rede recebem o pacote e processam o pacote. O broadcast é utilizado por uma série de serviços para fazer verificações periódicas de nomes, para enviar uma mensagem para todos os computadores da rede, para obter informações de todos os computadores e assim por diante. Observe que o gateway é o número IP da placa de rede do servidor e a Interface é este mesmo número, ou seja, para enviar um broadcast para a rede, envie através da placa de rede do computador, não há necessidade de utilizar o roteador. Um detalhe interessante é que, por padrão, a maioria dos roteadores bloqueia o tráfego de broadcast, para evitar congestionamentos nos links de WAN. Professor - Evandro Nicomedes 64Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Continuação Rede/endereço de loopback Comentei anteriormente que os endereços da rede 127.0.0.0 são endereços especiais, reservados para fazer referência a si mesmo. Ou seja, quando faço uma referência a 127.0.0.1 estou me referindo ao computador no qual estou trabalhando. Esta rota indica, em palavras simples, que para se comunicar com a rede de loopback (127.0.0.0/255.0.0.0), utilize "eu mesmo" (127.0.0.1). Tabela de roteamento Professor - Evandro Nicomedes 65Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Continuação Multicast address (endereço de Multicast): O tráfego IP, de uma maneira simples, pode ser de três tipos: Unicast é o tráfego direcionado para um número IP definido, ou seja, para um destinatário, definido por um número IP. Broadcast é o tráfego dirigido para todos os computadores de uma ou mais redes. Multicast é um tráfego direcionado para um grupo de computadores, os quais estão configurados e "inscritos" para receber o tráfego multicast. Um exemplo prático de utilização do multicast é para uma transmissão de vídeo através da rede. Vamos supor que de uma rede de 1000 computadores, apenas 30 devam receber um determinado arquivo de vídeo com um treinamento específico. Se for usado tráfego unicast, serão transmitidas 30 cópias do arquivo de vídeo. Com o uso do Multicast, uma única cópia é transmitida através do link de WAN e o tráfego multicast (com base no protocolo IGMP), entrega uma cópia do arquivo apenas para os 30 computadores devidamente configurados para receber. Esta rota define que o tráfego multicast deve ser enviado através da interface de rede, que é o número IP da placa de rede. Quando falei sobre classes de endereços, a classe D é reservada para tráfego multicast, com IPs iniciando a partir de 224. Tabela de roteamento Professor - Evandro Nicomedes 66Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Continuação Limited Broadcast (Broadcast Limitado) Esta é a rota utilizada para o envio de broadcast limitado. O endereço de broadcast limitado é formato por todos os 32 bits do endereço IP sendo iguais a 1 (255.255.255.255). Este endereço é utilizado quando o computador tem que fazer o envio de um broadcast na rede local (envio do tipo um para todos na rede), porém o computador não conhece a número da rede local (network ID). Você pode perguntar: Mas em que situação o computador não conhecerá a identificação da rede local? Por exemplo, quando você inicializa um computador, configurado para obter as configurações do TCP/IP a partir de um servidor DHCP, a primeira coisa que este computador precisa fazer é localizar um servidor DHCP na rede e requisitar as configurações do TCP/IP. Ou seja, antes de receber as configurações do DHCP, o computador ainda não tem endereço IP e nem máscara de sub-rede, mas tem que se comunicar com um servidor DHCP. Esta comunicação é feita via broadcast limitado, onde o computadorenvia um pacote de formato específico (chamado de DHCP Discovery), para tentar descobrir um servidor DHCP na rede. Este pacote é enviado para todos os computadores. Aquele que for um servidor DHCP irá responder a requisição do cliente. Aí o processo de configuração do DHCP continua, até que o computador esteja com as configurações do TCP/IP definidas, configurações estas obtidas a partir do servidor DHCP. Tabela de roteamento Professor - Evandro Nicomedes 67Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Network ID Network Mask next hop Interface 187.29.30.1/30 187.29.30.2/30 10.204.200.13/24 10.204.200.178/24 10.204.200.1/24 0.0.0.0 0.0.0.0 10.204.200.1 10.204.200.178 10.204.200.0 255.255.255.0 10.204.200.178 10.204.200.178 Rota PadrãoRota Rede local IP do www.unibh.br = 187.72.160.56 Professor - Evandro Nicomedes 68Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Network ID Network Mask next hop Interface 187.29.30.1/30 187.29.30.2/30 10.204.200.13/24 10.204.200.178/24 10.204.200.1/24 0.0.0.0 0.0.0.0 187.29.30.2 187.29.30.1 10.204.200.0 255.255.255.0 10.204.200.1 10.204.200.1 Rota PadrãoRota Rede local IP do www.unibh.br = 187.72.160.56 Professor - Evandro Nicomedes 69Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Tabela de roteamento Quais são as tabelas de roteamento dos três roteadores envolvidos (Roteador Matriz, Roteador Filial A e Roteador Filial B) nas ligações entre a matriz e filiais? 10.25.8.1/25 10.25.8.21/25 10.25.8.41/25 172.16.33.23/16 172.16.231.6/16 172.16.0.1/16 10.100.200.1/30 10.100.200.2/30 10.100.200.5/30 10.100.200.6/30 192.168.0.49/24 192.168.0.55/24 192.168.0.230/24 Professor - Evandro Nicomedes 70Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP – Outros auxiliares ARP (Address Resolution Protocol) Como acabamos de ver, as redes baseadas no protocolo TCP/IP baseiam-se inteiramente em um endereço virtual, chamado endereçamento IP. Acontece que as placas de rede das máquinas conectadas à rede operam com o esquema de endereçamento MAC, como comentamos no capítulo passado. O protocolo ARP é responsável por fazer a conversão entre os endereços Ips e os endereços MAC da rede. Em uma rede grande, os pacotes TCP/IP são encaminhados até a rede de destino através dos roteadores, como explicamos. Atingindo a rede de destino, o protocolo ARP entra em ação para detectar o endereço da placa de rede para o qual o pacote deve ser entregue, já que no pacote há somente o endereço IP de destino e não o endereço da placa da rede. Professor - Evandro Nicomedes 71Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP – Outros auxiliares ARP (Address Resolution Protocol) O ARP funciona mandando primeiramente uma mensagem de broadcast para a rede perguntando, a todas as máquinas, qual responde pelo endereço IP para o qual pretende-se transmitir um pacote. Então, a máquina que corresponde a tal endereço responde, identificando-se e informando o seu endereço MAC para que a transmissão de dados entre essas máquinas possa ser estabelecida. Professor - Evandro Nicomedes 72Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP – Outros auxiliares RARP (Reverse Address Resolution Protocol) O protocolo RARP permite que uma máquina descubra um endereço IP através de um endereço MAC, fazendo o inverso do que o protocolo ARP faz. Quando ligamos um computador, ele não sabe qual é o seu endereço IP. Essa informação estará gravada em algum arquivo de configuração dentro do disco rígido da máquina (ou dentro de alguma memória eletrônica não volátil, no caso de dispositivos que não sejam computadores, como roteadores, switches, etc.). Professor - Evandro Nicomedes 73Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP – Outros auxiliares RARP (Reverse Address Resolution Protocol) Acontece que máquinas que não tenham disco rígido (estações que usem o recurso de boot remoto, que consiste em carregar o sistema operacional através da própria rede em vez de carregá-lo através do disco rígido da máquina) não têm, portanto, como saber o seu endereço IP e, portanto, não têm como iniciarem uma comunicação de rede usando o protocolo TCP/IP. Assim, em redes TCP/IP com esse tipo de máquinas haverá a necessidade de ser criado um servidor RARP. Esse servidor armazenará uma tabela contendo os endereços MAC das placas de rede presentes na rede e os seus respectivos endereços IP. Professor - Evandro Nicomedes 74Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP – Outros auxiliares ICMP (Internet Control Message Protocol) Caso um roteador não consiga passar adiante um datagrama recebido – por estar congestionado demais ou então por ter zerado o campo Tempo de Vida (TTL, Time to Live) do datagrama, por exemplo –, ele precisa informar ao transmissor do datagrama que ocorreu um erro. O mecanismo usado pelos roteadores para informar esse tipo de erro é o uso do protocolo ICMP, Internet Control Message Protocol. Apesar de estarmos tratando o ICMP como um assunto à parte, ele é parte integrante do protocolo IP. Professor - Evandro Nicomedes 75Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP – Outros auxiliares ICMP (Internet Control Message Protocol) É importante notar que o ICMP é somente um mecanismo usado para informar à máquina transmissora da ocorrência de um erro com o datagrama enviado, através de mensagens enviadas pelos roteadores da rede. Ele não se preocupa em corrigir o erro nem tampouco em verificar a integridade dos datagramas que circulam pela rede. Como mostramos na figura abaixo, a mensagem ICMP é transmitida usando um datagrama IP. Como o IP não verifica se um datagrama chegou ou não ao destino, pode ocorrer de a própria mensagem ICMP ser perdida no meio do caminho. Professor - Evandro Nicomedes 76Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores NAT, DNS, DHCP, WINS Professor - Evandro Nicomedes 77Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores NAT Aproveitando o conhecimento sobre endereços privados e endereços públicos, hoje vamos falar sobre NAT (Networl Address Translation). O conceito de NAT é sempre alvo de discussões devido às questões de segurança que advêm da utilização desta técnica mas também, nos últimos tempos, devido ao “pressing” no uso do IPv6. Sabendo que os IP’s públicos (IPv4) são um recurso limitado e atualmente escasso, o NAT tem como objetivo poupar o espaço de endereçamento público, recorrendo a IP’s privados. Os endereços públicos são geridos por uma entidade reguladora, são pagos, e permitem identificar univocamente uma máquina (PC, routers,etc) na Internet. Por outro lado os endereços privados apenas fazem sentido num domínio local e não são conhecidos (encaminháveis) na Internet, sendo que uma máquina configurada com um IP privado terá de sair para a Internet através de um IP público. A tradução de um endereço privado num endereço público é então definido como NAT e está definido no RFC 1631. Professor - Evandro Nicomedes 78Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores NAT Existem 3 tipos de NAT: • NAT Estático – Um endereço privado é traduzido num endereço público. • NAT Dinâmico – Existe um conjunto de endereços públicos (pool), que as máquinas que usam endereços privados podem usar. • NAT Overload (PAT) – Esta é certamente atécnica mais usada. Um exemplo de PAT é quando temos 1 único endereço público e por ele conseguimos fazer sair várias máquinas (1:N). Este processo é conseguido, uma vez que o equipamento que faz PAT utiliza portas que identificam univocamente cada pedido das máquinas locais (ex: 217.1.10.1:53221, 217.1.10.1:53220, etc) para o exterior. Professor - Evandro Nicomedes 79Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DNS DNS é a sigla para Domain Name System (Sistema de Resolução de Nomes). O DNS é um esquema de gerenciamento de nomes, hierárquico e distribuído. O DNS define a sintaxe dos nomes usados na Internet, regras para delegação de autoridade na definição de nomes, um banco de dados distribuído que associa nomes a atributos (entre eles o endereço IP) e um algoritmo distribuído para mapear nomes em endereços. O DNS e especificado nas RFCs 882, 883 e 973. As aplicações normalmente utilizam um endereço IP de 32 bits no sentido de abrir uma conexão ou enviar um datagrama IP. Entretanto, os usuários preferem identificar as maquinas através de nomes ao invés de números. Assim e necessário um banco de dados que permita a uma aplicação encontrar um endereço, dado que ela conhece o nome da maquina com a qual se deseja comunicar. Um conjunto de servidores de nomes mantém o banco de dados com os nomes e endereços das maquinas conectadas a Internet. Professor - Evandro Nicomedes 80Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DNS Domínios DNS Um domínio nada mais é do que uma subárvore do espaço de nomes de domínio. O nome de um domínio é o nome do ramo que está no topo daquele domínio. Por exemplo, o topo do domínio minhaorganizacao.com.br é um ramo chamado com.br. Cada subárvore é considerada parte de um domínio. Assim como um nome de domínio pode estar em diversas subárvores, um nome de domínio pode estar em diversos domínios. Por exemplo, minhaorganizacao.com.br faz parte do domínio com.br e também do domínio br. Os domínios localizados nas pontas dos ramos da árvore de domínios geralmente representam máquinas individuais. Os nomes de domínios podem apontar para um endereço de rede ou informações de roteamento de correio eletrônico. Professor - Evandro Nicomedes 81Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DNS Dominio de primeiro nível Originalmente, a Internet foi dividida em 7 domínios de uma maneira a dividir a Internet por tipo de organização. Estes domínios foram chamados de Domínios de Primeiro Nível ou DPN. Os domínios originais são: com: Organizações comerciais edu: Organizações de ensino gov: Organizações governamentais mil: Organizações militares net: Organizações da rede org: Organizações internacionais Professor - Evandro Nicomedes 82Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores “ ” arpa com edu gov mil net au br uk zw... ... ... in-addr 200 222 0 34 Top Level Domains Second Level Domains ce waxwin berkeley com telemar 34.0.222.200.in-addrp.arpa generic domains country domains telemar.com.br root www www.telemar.com.br (FQDN) FQDN (Fully Qualified Domain Name): nome de domínio completo de um host na Internet, reflete toda a hierarquia desde onde o domínio está registrado até o Top Level Domains Professor - Evandro Nicomedes 83Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DNS Embora os domínios originais devessem continuar a ser respeitados dentro de cada um dos domínios internacionais, isto acabou não ocorrendo. Cada país definiu suas próprias regras para divisão. A maioria manteve a divisão por organizações, embora não necessariamente com os domínios originais. A Inglaterra, por exemplo, define co.uk para instituições comerciais e ac.uk para instituições acadêmicas. Já o Brasil manteve os domínios originais (por exemplo, com.br, net.br) e, recentemente, criou domínios adicionais como eti.br, para especialistas em tecnologia da informação, psi.br para provedores de acesso, g12.br para instituições de ensino de 1º e 2º graus, etc.. Você pode obter mais informações sobre outros domínios na página do Registro BR http://registro.br/. Professor - Evandro Nicomedes 84Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DNS Servidores de Nomes Os programas que guardam as informações sobre as máquinas conectadas são chamados Servidores de Nomes. Estes servidores de nomes normalmente mantêm informações completas sobre um determinado espaço de nomes de domínio, chamado de zona. Um único servidor de nomes pode ter autoridade sobre múltiplas zonas. A diferença entre zona e domínio é bastante sutil. Uma zona contém informações sobre os nomes de domínios e os dados que um domínio contém, com exceção dos nomes de domínios delegados. Professor - Evandro Nicomedes 85Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DNS – Domínio e subdomínio Porém, se um subdomínio de um domínio não foi delegado a ninguém, a zona contém os nomes de domínio e os dados daquele subdomínio, também. A diferença entre zona e domínio fica mais clara na figura abaixo. Professor - Evandro Nicomedes 86Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores A descentralização da administração do DNS é obtida através do conceito de delegação. A administração de um domínio pode ser dividida em subdomínios e cada subdomínio pode ser delegado a outra organização. Os name servers (servidores de nomes) geralmente contêm informações completas a respeito de uma zona, que podem ser obtidas através de um arquivo local ou de outro name server. DNS - Delegação Professor - Evandro Nicomedes 87Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Os servidores de nomes podem ser classificados como: Autoritativos Os servidores autoritativos podem ser de dois tipos: servidores primários (primary master) e servidores secundários (secondary master). Cache-Only Os servidores do tipo Cache-Only não têm autoridade sobre nenhuma zona (exceto, se configurado, pela 0.0.127.in-addr.arpa). Quando uma consulta a um nome é feita e sua resposta ainda não está no cache do servidor, é preciso resolvê-lo através de consultas recursivas a servidores autoritativos. Fowarders Os servidores do tipo Forwarder encaminham as consultas de resolução de nomes para outros servidores. DNS – tipos de Servidores Professor - Evandro Nicomedes 88Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores A – Address: Associação de um nome a um endereço (mapeamento direto) AAAA – Address IPv6; Associação de um nome a um endereço IPv6 NS – NameServer; Indica o nome de um servidor de DNS do domínio ou subdomínio; CNAME – Canonical NAME; um alias (nome alternativo) para um host; MX - Mail eXchanger; Definição de servidores de correio electrónico do domínio ou subdomínio ; PTR – PoinTeR; Associação de um endereço a um nome (reverse DNS – mapeamento inverso) SOA – Start Of Authority; Identificação de cabeçalhos de zonas SRV - SeRVice; permite definir serviços disponíveis num domínio TXT – .Definição de informação textual sobre o domínio/li> DNS – tipos de registros Professor - Evandro Nicomedes 89Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Professor - Evandro Nicomedes 90Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Como funciona uma pesquisa DNS Professor - Evandro Nicomedes 91Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Do browser a montagem do pacote Protocolo get index.html Qual o endereço IP desta URL? IP Mascara de rede DNS Primario DNS Secundário Gateway Dominio Data de expiração 192.168.0.102 255.255.255.0 192.168.0.1 4.3.2.1 192.168.0.1 João.intranet.home.com 20/10/2009 18:03:12 Endereçamento IP da estação de trabalhoProfessor - Evandro Nicomedes 92Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Um novo pacote para resolução DNS é montado Protocolo Qual o IP do endereço www.xpto.com.br IP Mascara de rede DNS Primario DNS Secundário Gateway Dominio Data de expiração 192.168.0.102 255.255.255.0 192.168.0.1 4.3.2.1 192.168.0.1 João.intranet.home.com 20/10/2009 18:03:12 Endereçamento IP da estação de trabalho 192.168.0.1 Professor - Evandro Nicomedes 93Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Como funciona uma pesquisa DNS Serviço de resolução DNS do modem ADSL recebe pacote, verifica se sabe resolver o IP do domínio FQDN www.xpto.com.br 192.168.0.1 O serviço DNS verificar o endereço FQDN em sua tabela e em seu cache. domínio “www.xpto.com.br” Caso o endereço não esteja, ele verifica se tem o NS autoritativo para o final do dominio, nesse caso “.br” Quando não tem, ele pergunta ao ns autoritativo “.” (Root Servers) Professor - Evandro Nicomedes 94Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Como funciona uma pesquisa DNS Os root servers , respondem qual o endereço IP do servidor autoritativo para o domínio, nesse caso “.br” domínio “www.xpto.com.br” Ao receber o endereço do responsável pelo “.br”, uma nova pergunta e endereçada a esse servidor autoritativo Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Professor - Evandro Nicomedes 95Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Como funciona uma pesquisa DNS O servidor DNS autoritativo verificar em sua tabela e seu cache se tem o IP do domínio FQDN “www.xpto.com.br” Ele responde que não sabe o IP, do domínio FQDN, mas conhece o IP do servidor autoritativo do domínio “xpto.com.br” Um novo pacote é enviado a esse endereço Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Professor - Evandro Nicomedes 96Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Como funciona uma pesquisa DNS O servidor DNS verificar em sua tabela e em seu cache. Ele responde o endereço IP para o domínio FQDN “www.xpto.com.br” IP 200.202.247.41 A resposta e dada a estação que ao receber esse IP o pacote com o pedido será montado e enviado ao servidor Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Desfaz o NAT e entrega a estação Professor - Evandro Nicomedes 97Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Protocolo get index.html Qual o endereço IP desse endereço? 200.202.247.41 IP Mascara de rede DNS Primario DNS Secundário Gateway Dominio Data de expiração 192.168.0.102 255.255.255.0 192.168.0.1 4.3.2.1 192.168.0.1 João.intranet.home.com 20/10/2009 18:03:12 Endereçamento IP da estação de trabalho Professor - Evandro Nicomedes 98Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Como funciona uma pesquisa DNS Agora a caminho do www.xpto.com.br Lembre-se que aqui temos o NAT e tabela de roteamento para verificar 192.168.0.1 Professor - Evandro Nicomedes 99Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Protocolo get index.html Realizando o Nat e verificando o roteamento Tabela de roteamento Endereço de rede Mascara de rede Gateway Interface 192.168.0.0 255.255.255.0 - 192.168.0.1 0.0.0.0 0.0.0.0 187.200.10.125 187.200.10.126 Professor - Evandro Nicomedes 100Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Como funciona uma pesquisa DNS 1 9 2 .1 6 8 .0 .1 Desfaz o NAT e entrega a estação Calma, a página não foi entregue ainda, isso ainda é apenas um ACK Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Professor - Evandro Nicomedes 101Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Como funciona uma pesquisa DNS 1 9 2 .1 6 8 .0 .1 Desfaz o NAT e entrega a estação Agora sim, lá vai os pacotes da página HTML Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Verifica tabela de roteamento Professor - Evandro Nicomedes 102Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DNS Ainda não acabou, agora temos de buscar as imagens que estão em outros sites, vamos começar toda a resolução para os endereços novamente ....... Professor - Evandro Nicomedes 103Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores WINS O WINS é a abreviatura de Windows Internet Name Services. É um serviço de resolução de nomes. Mais um? O DNS já não é um serviço de resolução de nomes? Sim para as duas questões. O WINS é mais um serviço de resolução de nomes, que é mantido por questões de compatibilidade com versões anteriores do Windows (95, 98, Me, 3.11) e de compatibilidade com aplicações mais antigas, que ainda dependam da resolução de nomes NetBios, a qual é feita pelo WINS. O WINS é um serviço que permite que os clientes façam o registro do nome NetBios, dinamicamente durante a inicialização. O cliente registra o seu nome NetBios e o respectivo endereço IP. Com isso o WINS vai criando uma base de nomes NetBios e os respectivos endereços IP, podendo fornecer o serviço de resolução de nomes NetBios na rede. Professor - Evandro Nicomedes 104Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP DHCP, o Protocolo de Configuração Dinâmica de Servidor (Dynamic Host Configuration Protocol), descreve os meios pelo qual um sistema pode se conectar a uma rede e obter a informação necessária para comunicação naquela rede. Como Funciona Quando o cliente DHCP, é executado na máquina cliente, ele começa a transmissão por difusão de requisições de informações de configuração. Por padrão, estas solicitações estão são na porta UDP 68. O servidor responde na UDP 67, dando ao cliente um endereço IP e outras informações de rede, como a máscara de rede, roteador e servidores DNS. Toda esta informação é fornecida na forma de um arrendamento (lease)'' e é válido somente por um determinado período (configurado pelo mantenedor do servidor DHCP). Desta forma, endereços IP atribuídos a clientes que não estão mais conectados à rede, podem ser reaproveitados automaticamente. Clientes DHCP podem obter uma grande quantidade de informações do servidor. Professor - Evandro Nicomedes 105Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP ATRIBUIÇÃO DE ENDEREÇO O DHCP pode atribuir endereço para um equipamento de rede de três formas: – Configuração manual; – Configuração automática; – Configuração dinâmica. Configuração Manual Neste caso, é possível atrelar um endereço IP a uma determinada máquina na rede. Para isso, é necessária a associação de um endereço existente no banco do servidor DHCP ao endereço MAC do adaptador de rede da máquina. Configurado desta forma, o DHCP irá trabalhar de maneira semelhante ao BOOTP. Esse endereço "amarrado" ao equipamento não poderá ser utilizado por outro, a não ser que eles utilizem a mesma placa de rede. Professor - Evandro Nicomedes 106Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP Configuração Automática Nesta forma, o servidor DHCP é configurado para atribuir um endereço IP a um equipamento por tempo indeterminado. Quando este conecta-se pela primeira vez na rede, lhe é atribuído um endereço permanente. A diferença existente entre esta e a primeira configuração é que nesta não é necessária uma especificação do equipamento que utilizará determinado endereço. Ele é atribuído de forma automática. Configuração Dinâmica Neste tipo de configuração, é que reside a característica principal do DHCP, que o diferencia do BOOTP. Desta forma o endereço IP é locado temporariamente a um equipamento e periodicamente, é necessária a atualização dessa locação.Com essa configuração, é possível ser utilizado por diferentes equipamentos, em momentos diferentes, o mesmo endereço IP. Basta, para isso, que o primeiro a locar o endereço, deixe de utilizá-lo. Quando o outro equipamento solicitar ao servidor DHCP um endereço IP poderá ser fornecido ao mesmo o endereço deixado pelo primeiro. Professor - Evandro Nicomedes 107Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP Um cliente DHCP pode passar por seis estados de aquisição: – INICIALIZA – SELECIONA – SOLICITA – LIMITE – RENOVA – VINCULA NOVAMENTE Professor - Evandro Nicomedes 108Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP 7 6 5 4 3 2 DHCPDiscover DHCPOffer DHCP Request DHCPAck DHCP Renew DHCPRelease Ligou o computador Professor - Evandro Nicomedes 109Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Protocolo Protocolo DHCP (montagem do pedido IP - DHCPDISCOVER) Estou precisando de um IP, alguém pode me ofertar? Assim como no endereçamento lógico, o primeiro e último endereço do Mac adrress não são utilizados para o endereçamento físico. Professor - Evandro Nicomedes 110Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP - DHCPDISCOVER 7 6 5 4 3 2 DHCPDiscover DHCPOffer DHCP Request DHCPAck DHCP Renew DHCPRelease DHCPDISCOVER Professor - Evandro Nicomedes 111Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP Modem ADSL -Router com NAT -DHCP Server -DNS Server Critérios de atribuição de IPs Atribuição manual: onde existe uma relação entre o endereço MAC do cliente e o endereço IP a fornecer. Essa associação é feita manualmente pelo administrador da rede, com isso apenas os clientes cujo MAC consta nesta lista poderão receber configurações desse servidor. Atribuição automática: onde o cliente obtém um endereço de um espaço de endereços possíveis, especificado pelo administrador. Geralmente não existe vínculo entre os vários MAC habilitados a esse espaço de endereços. Atribuição dinâmica: tem funcionamento parecido com o automático, porém cada cliente tem um tempo de vida para seu IP, e este tempo começa a expirar assim que o cliente for desconectado da rede, portanto na próxima vez que ele se conectar na rede, se o tempo de vida ainda for valido (maior que zero) ele continuará com o mesmo IP, caso contrario será fornecido um novo IP ao cliente. Professor - Evandro Nicomedes 112Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP – DHCPOFFER NO SERVIDOR Modem ADSL -Router com NAT -DHCP Server -DNS Server Itens de um servidor DHCP Valores Prefixo da rede 192.168.0 Range de distribuição [100-240] Mascara a ser utilizada 255.255.255.0 Duração da concessão 3 dias Endereço de broadcast 192.168.0.255 Opcional - Gateway 192.168.0.1 Opcional - Dns (primario e secundário) 192.168.0.55; 4.3.2.1 Opcional - Dominio intranet.home.com Opcional - Servidor de horas 192.168.0.55 Tabela de distribuição de IP dinâmico Mac address IP distribuído Expirar em: ac:ff:dd:0A:fe:e2 192.168.0.100 20/10/2009 17:35:21 00:fe:9a:5d:22:ba 192.168.0.101 19/10/2009 08:01:54 Tabela de distribuição de IP estático Mac address IP distribuído Expirar em: ee:cd:dd:eA:88:e5 192.168.0.11 - 3C:44:FA:82:91:F8 192.168.0.102 20/10/2009 18:03:12 O servidor DHCP reserva um endereço IP para o cliente e estende-se uma oferta de concessão IP, enviando uma mensagem DHCPOFFER para o cliente. Professor - Evandro Nicomedes 113Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP - DHCPOFFER 7 6 5 4 3 2 DHCPDiscover DHCPOffer DHCP Request DHCPAck DHCP Renew DHCPRelease DHCPOFFER DHCPOFFER Quando um servidor DHCP recebe um pedido de concessão de IP de um cliente. O servidor DHCP reserva um endereço IP para o cliente e estende-se uma oferta de concessão IP, enviando uma mensagem DHCPOFFER para o cliente. Professor - Evandro Nicomedes 114Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP - DHCPREQUEST 7 6 5 DHCPDiscover DHCPOffer DHCP Request DHCPAck DHCP Renew DHCPRelease DHCPREQUEST Um cliente pode receber ofertas de vários servidores DHCP, mas ele só aceita uma oferta de DHCP. Com base no campo de identificação de transações no pedido, os servidores serão avisados se o cliente aceitou. Quando os outros servidores DHCP receber esta mensagem, eles retiram todas as ofertas que eles poderiam ter feito para o cliente e retornar o endereço oferecido para o pool de endereços disponíveis. Professor - Evandro Nicomedes 115Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP - DHCPACK 7 6 5 4 3 2 DHCPDiscover DHCPOffer DHCP Request DHCPAck DHCP Renew DHCPRelease DHCPACK A fase de reconhecimento envolve o envio de um pacote DHCPACK para o cliente. Este pacote inclui a duração da concessão e quaisquer outras informações de configuração que o cliente poderia ter solicitado. Neste ponto, o processo de configuração de IP for concluída. IP Mascara de rede DNS Primario DNS Secundário Gateway Dominio Data de expiração 192.168.0.102 255.255.255.0 192.168.0.55 4.3.2.1 192.168.0.1 João.intranet.home.com 20/10/2009 18:03:12 Professor - Evandro Nicomedes 116Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP - DHCPRENEW 7 6 5 4 3 2 DHCPDiscover DHCPOffer DHCP Request DHCPAck DHCP Renew DHCPRelease DHCPRENEW IP Mascara de rede DNS Primario DNS Secundário Gateway Dominio Data de expiração 192.168.0.102 255.255.255.0 192.168.0.55 4.3.2.1 192.168.0.1 João.intranet.home.com 20/10/2009 18:03:12 Metade do tempo de expiração Faltando um terço do tempo de expiração Ao final do tempo de expiração Professor - Evandro Nicomedes 117Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DHCP - DHCPRELEASE 7 6 5 4 3 2 DHCPDiscover DHCPOffer DHCP Request DHCPAck DHCP Renew DHCPRelease DHCPRELEASE IP Mascara de rede DNS Primario DNS Secundário Gateway Dominio Data de expiração 192.168.0.102 255.255.255.0 192.168.0.55 4.3.2.1 192.168.0.1 João.intranet.home.com 20/10/2009 18:03:12 Tabela de distribuição dinâmica Mac address IP distribuído Expirar em: ac:ff:dd:0A:fe:e2 192.168.0.100 20/10/2009 17:35:21 00:fe:9a:5d:22:ba 192.168.0.101 19/10/2009 08:01:54 3C:44:FA:82:91:F8 192.168.0.102 20/10/2009 18:03:12 João Professor - Evandro Nicomedes 118Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Serviços automatizados em servidores Servidor DHCP Tabela de distribuição dinâmica Mac address IP distribuído Expirar em: ac:ff:dd:0A:fe:e2 192.168.0.100 20/10/2009 17:35:21 00:fe:9a:5d:22:ba 192.168.0.101 19/10/2009 08:01:54 3C:44:FA:82:91:F8 192.168.0.102 20/10/2009 18:03:12 DNS host domínio ip PC-Marina intranet.home.com 192.168.0.100 notebookleo intranet.home.com 192.168.0.101 intranet.home.com 192.168.0.102João Wins host ip PC-Marina 192.168.0.100 notebookleo 192.168.0.101 192.168.0.102João Particularidade do mundo Windows Professor - Evandro Nicomedes 119Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Endereçamento 169.254.0.0/16 - Vamos explicar! Certamente alguns de vocês já deram conta que às vezes esta é a gama de endereços ao qual o endereço configurado na vossa placa de rede pertence. As vezes questionam-se, por exemplo, sobre o porquê de não terem Internet numa máquina. Uma das primeira perguntas que costuma fazer é qual o endereço IP que a máquina tem naquele momento, ao que me respondem 169.254.X.X. Bem, tal endereçamento é assumido pela configuração de rede (normalmente usando sistemas operativos Windows), quando a sua máquina não consegue contactar nenhum servidor de DHCP (servidor que atribui as configurações de rede). Quando uma máquina não consegue obter dinamicamente as configuraçõesde rede (IP, mascara, Gateway, DNS..) então adquire um endereço designado de link-local ou seja, a máquina executa um processo de auto-configuração a nível de rede . Este endereço permite assim comunicar com outras máquinas da rede sem a necessidade de terem um IP configurado manualmente ou via servidor de DHCP. A Internet Assigned Numbers Authority (IANA) reservou o intervalo de endereços 169.254.0.0 – 169.254.255.255 para o endereçamento IP privado automático. Consequentemente, o APIPA fornece um endereço que, garantidamente, não entra em conflito com endereços “encaminháveis”. Professor - Evandro Nicomedes 120Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O Protocolo IP versão 6 (IPv6) Professor - Evandro Nicomedes 121Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 IPv6 (Internet Protocol version 6) ou ainda IPng (Internet Protocol Next Generation), é a nova versão do IPv4 (IP usado atualmente). O principal motivo para o desenvolvimento do IPv6 é a quantidade de IPs disponível atualmente. O IPv4 permite que até 4.294.967.296 de endereços IPs estejam em uso e estes endereços estão se esgotando rapidamente com o surgimento de novos usuários, serviços, equipamentos, sites conectados a internet. Já o IPv6 é implementado em 128 bits o que eleva absurdamente a quantidade de endereços IPs que atualmente é implementado em 32bits, isso faz com que o número de IPs disponível teoricamente seja 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 A quantidade de endereços IPv4 disponíveis atualmente e de apenas 7,92% em relação aos endereços disponíveis pelo IPv6. 340 undecilhões, 282 decalhões, 366 nonilhões, 920 octilhões, 938 septilhões, 463 sextilhões,463 quintilhões, 374 quatrilhões, 607 trilhões, 431,000 biilhões, 768 milhões, 211 mil e 456 Professor - Evandro Nicomedes 122Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 A utilização da NAT mostrou-se eficiente no que diz respeito a economia de endereços IP, além de apresentar alguns outros aspectos positivos, como facilitar a numeração interna das redes, ocultar a topologia das redes e só permitir a entrada de pacotes gerados em resposta a um pedido da rede. No entanto, o uso da NAT apresenta inconvenientes que não compensam as vantagens oferecidas. A NAT quebra o modelo fim-a-fim da Internet, não permitindo conexões diretas entre dois hosts, o que dificulta o funcionamento de uma série de aplicações, como P2P, VoIP e VPNs. . Professor - Evandro Nicomedes 123Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 Outro problema é a baixa escalabilidade, pois o número de conexões simultâneas é limitado, além de exigir um grande poder de processamento do dispositivo tradutor. O uso da NAT também impossibilita rastrear o caminho de pacote, através de ferramentas como traceroute, por exemplo, e dificulta a utilização de algumas técnicas de segurança como IPSec. Além disso, seu uso passa uma falsa sensação de segurança, pois, apesar de não permitir a entrada de pacotes não autorizados, a NAT não realiza nenhum tipo de filtragem ou verificação nos pacotes que passa por ela. Uma pergunta interessante a se fazer é “É o IPv5?”, o IPv5 esteve em teste, mas, não foi considerado apropriado para a internet, visto que o mesmo foi apenas uma pequena modificação experimental no IPv4 para trafegar voz e vídeo sobre multicast (entrega de informações para múltiplos destinatários simultaneamente). . Professor - Evandro Nicomedes 124Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 Outro problema é a baixa escalabilidade, pois o número de conexões simultâneas é limitado, além de exigir um grande poder de processamento do dispositivo tradutor. O uso da NAT também impossibilita rastrear o caminho de pacote, através de ferramentas como traceroute, por exemplo, e dificulta a utilização de algumas técnicas de segurança como IPSec. Além disso, seu uso passa uma falsa sensação de segurança, pois, apesar de não permitir a entrada de pacotes não autorizados, a NAT não realiza nenhum tipo de filtragem ou verificação nos pacotes que passa por ela. Uma pergunta interessante a se fazer é “É o IPv5?”, o IPv5 esteve em teste, mas, não foi considerado apropriado para a internet, visto que o mesmo foi apenas uma pequena modificação experimental no IPv4 para trafegar voz e vídeo sobre multicast (entrega de informações para múltiplos destinatários simultaneamente). . Professor - Evandro Nicomedes 125Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPv6 / IPv4 Com o intuito de facilitar o processo de transição entre as duas versões do Protocolo Internet, algumas técnicas foram desenvolvidas para que toda a base das redes instaladas sobre IPv4 mantenha-se compatível com o protocolo IPv6, sendo que nesse primeiro momento de coexistência entre os dois protocolo, essa compatibilidade torna-se essencial para o sucesso da transição para o IPv6. As Principais vantagens do IPv6 em relação ao IPv4 são: – Endereçamento. A maior parte dos endereços IPv4 são de classe C, que são muito pequenas para muitas organizações, os endereços de classe B estão praticamente esgotados. . Professor - Evandro Nicomedes 126Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPv6 / IPv4 – A convergência das redes de telecomunicação futuras para a camada de rede comum, o IPv6, prevê o aparecimento de novos serviços sobre IP (por exemplo, VoIP, streaming de vídeo em tempo real, IoT etc). O IPv6 suporta intrinsecamente classes de serviços diferenciadas, em função das exigências e prioridades do serviço. – Os endereços IPv6 tem um tamanho de 128 bits, como já vimos o que porta uma quantidade de endereços muito grande. – O IPv6 suporta atribuição automática de endereços em uma rede, sem a necessidade de um servidor DHCP. – Cabeçalho remodelado. Alguns campos do cabeçalho do IPv4 foram descartados ou tornados opcionais, para simplificar o processamento dos pacotes mais comuns. – Maior suporte para campos opcionais e extensões. – O originador dos pacotes tem como identificar um fluxo de pacotes para um determinado destino e pedir tratamento especial desse fluxo por parte do roteador, como Qos diferenciado e serviço de tempo real. Professor - Evandro Nicomedes 127Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPv6 / IPv4 Cada uma dessa técnicas apresenta uma característica específica, podendo ser utilizada individualmente ou em conjunto com outras técnicas, de modo a atender as necessidades de cada situação, seja a migração para o IPv6 feita passo a passo, iniciando por um único host ou sub-rede, ou até de toda uma rede corporativa. Estes mecanismos de transição podem ser classificados nas seguintes categorias: – Pilha Dupla: que provê o suporte a ambos os protocolos no mesmo dispositivo; – Tunelamento: que permite o tráfego de pacotes IPv6 sobre estruturas de rede IPv4; – Tradução: que permite a comunicação entre nós com suporte apenas a IPv6 com nós que suportam apenas IPv4. Professor - Evandro Nicomedes 128Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 • Os nós tornam-se capazes de enviar e receber pacotes tanto para o IPv4, quanto para o IPv6. • Um nó IPv6/IPv4, ao se comunicar com um nó IPv6, comporta-se como um nó IPv6 e na comunicação com um nó IPv4, como um nó IPv4. • O nó precisa de pelo menos um endereço para cada pilha. • Utiliza mecanismos IPv4, como por exemplo DHCP, para adquirir endereços IPv4, e mecanismos do IPv6 para endereços IPv6 • Mecanismos de transição - Pilha Dupla Professor - Evandro Nicomedes 129Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 • Mecanismos de transição - Tunelamento • Também chamada de encapsulamento. • O conteúdo do pacote IPv6é encapsulado em um pacote IPv4. • Podem ser classificadas nos seguintes modos: – Roteador-a-Roteador – Host-a-Roteador – Roteador-a-Host – Host-a-Host Professor - Evandro Nicomedes 130Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 - Endereçamento IPV6 • Mecanismos de transição - Tradução Os 32 bits dos endereços IPv4 são divididos em quatro grupos de 8 bits cada, separados por “.”, escritos com dígitos decimais. Por exemplo: 192.168.0.10. A representação dos endereços IPv6, divide o endereço em oito grupos de 16 bits, separando-os por “:”, escritos com dígitos hexadecimais (0-F). Por exemplo: 2001:0DB8:AD1F:25E2:CADE:CAFE:F0CA:84C1 Na representação de um endereço IPv6, é permitido utilizar tanto caracteres maiúsculos quanto minúsculos. Professor - Evandro Nicomedes 131Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Decimal BINARIO HEXA 1 ------ 0000 ------ 1 2 ------ 0001 ------ 2 3 ------ 0010 ------ 3 4 ------ 0100 ------ 4 5 ------ 0101 ------ 5 6 ------ 0110 ------ 6 7 ------ 0111 ------ 7 8 ------ 1000 ------ 8 9 ------ 1001 ------ 9 10 ------ 1010 ------ A 11 ------ 1011 ------ B 12 ------ 1100 ------ C 13 ------ 1101 ------ D 14 ------ 1110 ------ E 15 ------ 1111 ------ F 8 4 2 1 0 0 0 1 1 0 1 0 1 5 0 1 1 1 7 1 0 0 1 9 1 1 0 0 C 1 1 1 0 E Tabela para transformação Professor - Evandro Nicomedes 132Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Entendendo a relação de Bit e a numeração IPV6 2 0 0 0 : : /3 0 0 1 0 2000:0000:0000... 0000 0 0 1 1 = 3 3FFF:FFFF:FFFF... FFFF F C F C 0 0 FC...... FD...... 1111 1100 1111 1100 /7 1 1111 1101 D Professor - Evandro Nicomedes 133Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 Estruturas de endereços de transição A principio o IPv6 será compatível com o IPv4 até que todo o mundo esteja utilizando o IPv6. Obviamente, adaptações nos sistemas operacionais atuais serão necessárias, portanto o IPv6 não substituirá o IPv4 de uma hora para outra. Cogitá-se até mesmo que o IPv4 não seja descartado após uma implementação significante do IPv6. Os endereços IPv6 podem ser compatíveis com IPv4, podendo o primeiro conter endereços IPv4. Os 128 bits do IPv6 tomam o seguinte formato: ::192.168.0.1 Onde: – os primeiros 80 bits ficam = 0; – campos de 16 bits ficam = 0; – os últimos 32 bits = IPv4.. Professor - Evandro Nicomedes 134Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 - Endereçamento IPV6 É possível observar que a abreviação do grupo de zeros só pode ser realizada uma única vez, caso contrário poderá haver ambigüidades na representação do endereço. Com o endereço 2001:DB8::130F::140B, não será possível determinar se ele corresponde a 2001:DB8:0:0:130F:0:0:140B, 2001:DB8:0:0:0:130F:0:140B 2001:DB8:0:130F:0:0:0:140B Esta abreviação pode ser feita também no fim ou no início do endereço, como ocorre em 2001:DB8:0:54:0:0:0:0 que pode ser escrito da forma 2001:DB8:0:54:: Professor - Evandro Nicomedes 135Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 - Endereçamento IPV6 Outra representação importante é a dos prefixos de rede. Em endereços IPv6 ela continua sendo escrita do mesmo modo que no IPv4, utilizando a notação CIDR. Esta notação é representada da forma endereço IPv6/tamanho do prefixo, onde tamanho do prefixo é um valor decimal que especifica a quantidade de bits contíguos à esquerda do endereço que compreendem o prefixo. O exemplo de prefixo de sub-rede apresentado a seguir indica que dos 128 bits do endereço, 64 bits são utilizados para identificar a sub-rede. Como o CIDR (IPv4) “endereço-IPv6/tamanho do prefixo” Prefixo 2001:db8:3003:2::/64 Prefixo global 2001:db8::/32 Professor - Evandro Nicomedes 136Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Endereçamento IPV6 Professor - Evandro Nicomedes 137Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 - Endereçamento IPV6 • 2001::A typeGLOBAL-UNICAST network2001::8 Prefix length126 network range 2001:0000:0000:0000:0000:0000:0000:0008- 2001:0000:0000:0000:0000:0000:0000:000b total IP addresses4 IP address (full)2001:0000:0000:0000:0000:0000:0000:000a Prefix length (full) 1111111111111111:1111111111111111:1111111111111111:1111111111111111: 1111111111111111:1111111111111111:1111111111111111:1111111111111100 00 01 10 11 Hexadecimal 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F Valor 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Professor - Evandro Nicomedes 138Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 - Endereçamento IPV6 Informe o range IPV6 dos IP’s abaixo: fe80::f390:Bd3F/96 fc00::1234 /127 2001::abcd/123 network range fe80:0000:0000:0000:0000:0000:0000:0000 fe80:0000:0000:0000:0000:0000:ffff:ffff network range fc00:0000:0000:0000:0000:0000:0000:1234 fc00:0000:0000:0000:0000:0000:0000:1235 network range 2001:0000:0000:0000:0000:0000:0000:abc0 2001:0000:0000:0000:0000:0000:0000:abdf Professor - Evandro Nicomedes 139Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 - Endereçamento IPV6 Esta representação também possibilita a agregação dos endereços de forma hierárquica, identificando a topologia da rede através de parâmetros como posição geográfica, provedor de acesso, identificação da rede, divisão da sub-rede, etc. Com isso, é possível diminuir o tamanho da tabela de roteamento e agilizar o encaminhamento dos pacotes. Com relação a representação dos endereços IPv6 em URLs (Uniform Resource Locators), estes agora passam a ser representados entre colchetes. Deste modo, não haverá ambiguidades caso seja necessário indicar o número de uma porta juntamente com a URL. Observe os exemplos a seguir: http://[2001:12ff:0:4::22]/index.html http://[2001:12ff:0:4::22]:8080 . Professor - Evandro Nicomedes 140Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 Existem no IPv6 três tipos de endereços definidos: – UNICAST – ANYCAST – MULTICAST Unicast . este tipo de endereço identifica uma única interface, de modo que um pacote enviado a um endereço unicast é entregue a uma única interface; Existem alguns tipos de endereços unicast IPv6: Global Unicast; Unique-Local; e Link-Local por exemplo. Existem também alguns tipos para usos especiais, como endereços IPv4 mapeados em IPv6, endereço de loopback e o endereço não- especificado, entre outros. Leitura obrigatória desse conteúdo. Página 64 Professor - Evandro Nicomedes 141Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 • UNICAST - Global Unicast equivalente aos endereços públicos IPv4, o endereço global unicast é globalmente roteável e acessível na Internet IPv6. – 2000::/3 – Globalmente roteável (similar aos endereços públicos IPv4); – 13% do total de endereços possíveis; – 2(45) = 35.184.372.088.832 redes /48 distintas. Professor - Evandro Nicomedes 142Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 • UNICAST - Link Local podendo ser usado apenas no enlace específico onde a interface está conectada, o endereço link local é atribuído automaticamente utilizando o prefixo FE80::/64. – Deve ser utilizado apenas localmente; – Atribuído automaticamente (autoconfiguração stateless); Professor - Evandro Nicomedes 143Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 • UNICAST - Unique Local Address (ULA) utilizado apenas para comunicações locais, geralmente dentro de um mesmo enlace ou conjunto de enlaces. Utiliza o prefixo : FC00::/7. – Prefixo globalmente único (com alta probabilidade de ser único); – Utilizado apenas na comunicação dentro de umenlace ou entre um conjunto limitado de enlaces;Não é esperado que seja roteado na Internet. Professor - Evandro Nicomedes 144Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 • Identificador da Interface (IID) – Devem ser únicos dentro do mesmo prefixo de sub-rede. – O mesmo IID pode ser usado em múltiplas interfaces de um único nó, desde que estejam associadas a sub-redes diferentes. – Normalmente utiliza-se um IID de 64 bits, que pode ser obtido: • Manualmente • Autoconfiguração stateless • DHCPv6 (stateful) • A partir de uma chave pública (CGA) – IID pode ser temporário e gerado randomicamente. – Normalmente é basado no endereço MAC (Formato EUI-64). Professor - Evandro Nicomedes 145Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 • UNICAST - Endereços especiais – Localhost - ::1/128 (0:0:0:0:0:0:0:1) – Não especificado - ::/128 (0:0:0:0:0:0:0:0) – IPv4-mapeado - ::FFFF:wxyz • Faixas Especiais – 6to4 - 2002::/16 – Documentação - 2001:db8::/32 – Teredo - 2001:0000::/32 • Obsoletos – Site local - FEC0::/10 – IPv4-compatível - ::wxyz – 6Bone – 3FFE::/16 (rede de testes desativada em 06/06/06) Professor - Evandro Nicomedes 146Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 Anycast . identifica um conjunto de interfaces. Um pacote encaminhado a um endereço anycast é entregue a interface pertencente a este conjunto mais próxima da origem (de acordo com distância medida pelos protocolos de roteamento). Um endereço anycast é utilizado em comunicações de um-para-um-de-muitos. Multicast . também identifica um conjunto de interfaces, entretanto, um pacote enviado a um endereço multicast é entregue a todas as interfaces associadas a esse endereço. Um endereço multicast é utilizado em comunicações de um-para-muitos. A lista abaixo apresenta alguns endereços multicast permanentes. Os endereço multicast deriva do bloco FF00::/8 Professor - Evandro Nicomedes 147Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 • Exemplos de endereços multicast Professor - Evandro Nicomedes 148Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Entendendo os IPV6’s utilizados e suas classificações 2001:DB8:CAFE:F0CA:FACA:2::3 2804:1:2:B0CA:2C0:17FF:FE00:D1CA FE80::DAD0:BABA:CA00:A7A2 FE80::2C0:17FF:FE00:D1CA 2002:C8A0:79C::B010:DE:C0C0 ::1 FD00:ADA:2345:B0BA::1 FF0E::BEBA:D012:3:4 FF05::BABA:BEBE:BABA GLOBAL (DOCUMENTAÇÃO) GLOBAL LINK LOCAL GLOBAL (6 TO 4) LOCALHOST (127.0.0.1 IN IPV4) ULA (UNIQUE LOCAL) MULTICAST Professor - Evandro Nicomedes 149Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Autoconfiguração – Stateless/ Statefull Uma das novidades mais interessantes do IPv6 é a possibilidade de toda uma rede de computadores se autoconfigurar sem a necessidade de utilização de um serviço de DHCP ativo em algum servidor. Essa forma de autoconfiguração é denominada Stateless Address Autoconfiguration, mais conhecida como SLAAC. Esse método não mantém nenhum registro dos endereços atribuídos (stateless) e é automaticamente atribuído nos hosts (autoconfiguration), daí a origem do seu nome. O processo de autoconfiguração dos endereços em redes baseadas no IPv6 consiste basicamente em duas etapas: (i) configuração do prefixo e (ii) configuração do sufixo de host. A primeira etapa é possível porque os hosts aprendem o prefixo da rede através das mensagens ICMPv6 Tipo 134 (RA) anunciadas pelos roteadores, conforme pode ser observado na figura abaixo. Reparem que no contexto do IPv6 os roteadores ganham evidência por causa dessa funcionalidade, o que valoriza ainda mais o profissional de infraestrutura. Professor - Evandro Nicomedes 150Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Autoconfiguração – Statefull Autoconfiguração de Endereços Stateful • Permite um controle maior na atribuição de endereços aos host. • Os mecanismos de autoconfiguração de endereços stateful e stateless podem ser utilizados simultaneamente. • Por exemplo: utilizar autoconfiguração stateless para atribuir os endereços e DHCPv6 para informar o endereço do servidor DNS. • DHCPv6 e DHCPv4 são independentes. Redes com Pilha Dupla precisam de serviços DHCP separados. Professor - Evandro Nicomedes 151Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Autoconfiguração – Stateless Depois de aprendido o prefixo da rede, fica faltando apenas determinar o sufixo que será utilizado nos últimos 64 bits do Host-ID (sufixo de host). O sufixo de host é automaticamente gerado a partir do endereço físico (MAC) da interface de rede. O detalhe é que o MAC tem apenas 48 bits, por isso é aplicada uma função de expansão denominada IEEE EUI-64 (Extended Unique Identifier) no endereço físico que preenche os demais 16 bits através de um algoritmo padronizado, processo que pode ser observado na figura abaixo. Professor - Evandro Nicomedes 152Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Autoconfiguração – Stateless Então vamos utilizar a figura. Como exemplo para entender o algoritmo da função de expansão EUI-64 que basicamente consiste em 3 etapas. A primeira etapa consiste em pegar o endereço físico de 48 bits e separá-lo em dois blocos iguais de 24 bits. A segunda etapa consiste em adicionar os algarismos hexadecimais FFFE (mais 16 bits) entre os dois blocos, de maneira que o endereço foi expandido para 64 bits. Ainda não acabou, falta a terceira etapa que consiste em inverter o sétimo bit do primeiro byte para 1 (destacado em preto), uma flag indicando que o endereço é administrado localmente. Professor - Evandro Nicomedes 153Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Particularidades do mundo Windows Para colocar no padrão IPV6 e não “randomize” como a microsoft realiza. netsh interface ipv6 set global randomizeidentifiers=disabled Professor - Evandro Nicomedes 154Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Particularidades do mundo Windows Professor - Evandro Nicomedes 155Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Descoberta de vizinhança Descoberta de Endereços da Camada de Enlace • Determina o endereço MAC dos vizinhos do mesmo enlace. • Substitui o protocolo ARP. • Utiliza o endereço multicast solicited-node em vez de broadcast. – O host envia uma mensagem NS informando seu endereço MAC e solicita o endereço MAC do vizinho. Professor - Evandro Nicomedes 156Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Descoberta de vizinhança Descoberta de Endereços da Camada de Enlace • Determina o endereço MAC dos vizinhos do mesmo enlace. • Substitui o protocolo ARP. • Utiliza o endereço multicast solicited-node em vez de broadcast. – O host envia uma mensagem NS informando seu endereço MAC e solicita o endereço MAC do vizinho. – O vizinho responde enviando uma mensagem NA informando seu endereço MAC. Professor - Evandro Nicomedes 157Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Descoberta de vizinhança Descoberta de Roteadores e Prefixos • Localizar roteadores vizinhos dentro do mesmo enlace. • Determina prefixos e parâmetros relacionados à autoconfiguração de endereço. • No IPv4, está função é realizada pelas mensagens ARP Request. • Roteadores enviam mensagens RA para o endereço multicast all- nodes. Professor - Evandro Nicomedes 158Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 – Descoberta de vizinhança Detecção de Endereços Duplicados • Verifica a unicidade dos endereços de um nó dentro do enlace. • Deve ser realizado antes de se atribuir qualquer endereço unicast a uma interface.• Consiste no envio de uma mensagem NS pelo host, com o campo target address preenchido com seu próprio endereço. Caso alguma mensagem NA seja recebida como resposta, isso indicará que o endereço já está sendo utilizado Professor - Evandro Nicomedes 159Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores IPV6 - Roteamento A tabela de roteamento é feita de forma semelhante a IPV4 Tabela de Roteamento Endereço de rede Endereço do Gateway Interface LAN WAN Professor - Evandro Nicomedes 160Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Informe o primeiro E ÚLTIMO ENDEREÇO DA REDE IPV6 2001:0DB8:2000::/36 PRIMEIRO ÚLTIMO Professor - Evandro Nicomedes 161Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Qual é o último IPv6 válido para o ip informado abaixo • 2001:9999:255:FBB1:45AA:9:AABB:F1F0%12/54 • Em qual interface o IPv6 esta configurada? Professor - Evandro Nicomedes 162Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Usando o conceito de autoconfiguração IPv6 Stateless, infome como seria o endereços ip’s abaixo para um link-local • MAC d2:00:1b:5b:99:80 • MAC 0a:a8:6d:38:c6:dc • MAC 3c:07:54:4c:e8:bb Professor - Evandro Nicomedes 163Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Informe quem é rede para os endereços IPv6 abaixo e indique outro ip participante da mesma Rede • 2001:0DB8:AD1F:25E2:CADE:CAFE:F0CA:84C1/112 • FF02::1:FF00:0000/104 • 177:FAC3:B00c::9/127 Professor - Evandro Nicomedes 164Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Reescreva os endereços abaixo de forma completa sem abreviações. 2001:DB8:0:CA1::1:ABCD 2001:DB8:4::2 2001:DB8:200::BDB:110 Professor - Evandro Nicomedes 165Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores DIVIDA O PREFIXO 2001:DB8::/32 EM REDES /36 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: 2001:0DB8: Professor - Evandro Nicomedes 166Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Informe todos os IPv6 válidos tendo como referência o IP abaixo. • 2001:9999:255:FBB1:45AA:9:AABB:F1F0%eth0/12 6 • Em qual interface o IPV6 esta configurada? Professor - Evandro Nicomedes 167Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Sendo esse um IPV6 autoconfigurado, informe qual e o MAC ADDRESS destes computadores • fe80::6aa8:6dff:fe38:c6dc/64 • fc00::baaa:12ff:fe1B:C67F/7 Professor - Evandro Nicomedes 168Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores Diferenças entre o IPv4 e IPv6 Professor - Evandro Nicomedes 169Contato- evandro.araujobh@gmail.com Fundamentos de Redes de Computadores O que você não aprendeu na matéria de TCP/IP(v.4, v.6), DNS e DHCP e gostaria de perguntar ao professor agora. Limitado a uma pergunta por aluno.