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TRAUMATISMO DE MEDULA O QUE É A LESÃO NA MEDULA ESPINHAL? A medula espinhal é uma delicada estrutura localizada no interior da coluna vertebral, que faz parte do sistema nervoso. Composta por membranas, feixes de neurônios, fibras de axônio e liquido cefalorraquiano, é a medula espinhal que faz a conexão entre o bulbo e o cérebro e o resto do corpo do paciente. É a partir da medula espinhal, por exemplo, que se ramificam nervos que se estendem até outras partes do corpo, como pernas, braços e pés. Por isso, é por meio da medula espinhal que o cérebro consegue enviar comando e informações ao restante do corpo e que o corpo do paciente consegue se comunicar com cérebro, enviando informações sobre sensações e dores, por exemplo. É devido a lesões na medula espinhal que as pessoas ficam paraplégicas (impossibilitadas de movimentar os membros inferiores) ou tetraplégicas (impossibilitadas de movimentar do pescoço pra baixo) e que determina isso é a região da medula espinhal afetada pela lesão. De modo geral, quanto mais alta na coluna vertebral for a lesão, mais o organismo do paciente é afetado. Nem sempre, no entanto, as lesões na medula espinhal resultam em paralisias e dificuldades de movimento. Alguns casos de lesão medular podem fazer com que o paciente apresente perda de sensibilidade, como formigamento e incômodos. A medula espinhal faz parte do nosso sistema nervoso central juntamente com o encéfalo; A medula espinhal é responsável pela transmissão de dois tipos principais de informações; aquelas que vão do cérebro em direção ao restante do corpo (estimulo eferente) e aquelas que e originam nos múltiplos receptores sensitivos espalhados pelo corpo e vão em direção ao cérebro (estimulo aferente); QUAIS SÃO OS TIPOS DE LESÃO NA MEDULA ESPINHAL? De modo geral, as lesões na medula espinhal são divididas em dois conjuntos de causas: as traumáticas e as não traumáticas. As traumáticas são o tipo mais comum de lesão na medula espinhal, sendo que a grande maioria dos casos de lesão medular acontece em decorrência disso, e acontece quando o paciente sofre algum tipo de trauma como queda ou acidente, que acaba por lesionar a medula espinhal. Movimentar o paciente de forma incorreta após esse acidente pode piorar ainda mais a lesão medular, Por isso, recomenda-se que isso não seja feito e que se busque ajuda especializada. As lesões medulares traumáticas são mais comuns em homens do que em mulheres e também pode acontecer devido a episódios de violência, como ferimentos causados por balas de fogo. Já as lesões não medulares não traumáticas são aquelas causadas devido á doença ou outro elemento que não o trauma. É o caso de doenças como poliomielite, em que o vírus da pólio ataca as células que fazem parte da medula espinhal causando lesões medulares. SEGMENTOS DA CULUNA CERVICAL • Os segmentos da medula cervical são oito (C1 e C8) e controlam a sensibilidade e movimento da região cervical e dos membros superiores. TORÁCICOS • T1 a T12 controlam o tórax e abdome e parte dos membros superiores. LOMBARES • (L1 a L5) estão relacionados com movimentos e sensibilidade dos membros inferiores. SACRAIS • ( S1 e S5) controlam parte dos membros inferiores, sensibilidades da região genital e funcionamento da bexiga e intestino CAUSAS AFINAL, O QUE CAUSA A LESÃO NA MEDULA ESPINHAL? Normalmente a lesão na medula espinhal é resultado de um acidente (por exemplo, acidente de automóvel, queda, ferimento em esportes) ou ato de violência, como ferimentos por arma de fogo. Ela também pode ser causada por complicações cirúrgicas ou por doença (por exemplo, poliomielite, espinha bífida, ataxia de Friedrich). FATORES DE RISCO A lesão de medula espinhal pode acontecer com qualquer um, mas algumas pessoas apresentam maior risco, incluindo: Homens- 80% de todos os sobreviventes de lesão de medula espinhal é do sexo masculino; Jovens adultos- mais da metade das lesões na medula espinhal acontecem a pessoas com idade de 16 e 30 anos. Pessoas idosas- geralmente devido a quedas; Pessoas ativas no esporte- atletismo de alto risco em especial; Pessoas com doenças ósseas ou articulares- por exemplo, artrite, osteoporose. SINAIS E SINTOMAS Mesmo que a medula espinhal não tenha sido rompida, uma lesão da medula espinhal pode resultar em perda de função. Na verdade, a maioria das pessoas com alguma disfunção devido á lesão da medula espinhal ainda tem uma medula espinhal intacta. POSSIVEIS SINTOMAS DA LESÃO DA MEDULA ESPINHAL INCLUEM: dor extrema ou pressão no pescoço, cabeça ou costas; Formigamento ou perda de sensibilidade na mão, dedos, pés ou dedos dos pés perda parcial ou completa de controle sobre qualquer parte do corpo; Urgência, incontinência ou retenção urinária ou intestinal; Dificuldade de equilíbrio e para caminhar; Sensações anormais de perto do tórax (dor, pressão); Respiração prejudicada; Caroços não usuais na cabeça ou na coluna vertebral. Além disso, estudos mostram que a maioria dos sobreviventes de lesão de medula espinhal tem pelo menos um problema secundário resultante de sua lesão, incluindo; Espasticidade; Obesidade; Dor; Infecção do trato urinário; Ulceras por pressão. DIAGNOSTICO Em geral, a lesão da medula espinhal é diagnosticada primeiramente por perda de função abaixo do local da lesão, juntamente com outros sintomas de lesão da medula espinhal. Se o médico suspeitar da lesão da medula espinhal, ele irá: Realizar uma avaliação física completa; Obter um histórico médico detalhado; Executar testes de diagnóstico especializados. TRATAMENTO Terapia e reabilitação: a terapia e reabilitação geralmente ocorre em uma clinica, um hospital ou em casa. Ela pode incluir qualquer combinação de terapia física, ocupacional de fala. Medicação oral: medicação por via oral pode ajudar algumas pessoas a controlar os sintomas de espasticidade. Neurocirurgias: procedimentos cirúrgicos neuro destrutivos incluí rizotomia dorsal seletiva em que as raízes nervosas dorsais (sensoriais) estão rompidas. terapias de injeção: normalmente a terapia de injeção destina-se a grupos musculares específicos (por exemplo, uma mão, um pé, um ombro) terapia intratecal de baclofeno (terapia TIB): uma bomba de baclofeno também chamada de terapia intratecal de baclofeno é um tratamento reversível e ajustável para espasticidade grave. Uma bomba e um cateter colocados cirurgicamente entregam o baclofeno liquido diretamente para o fluido ao redor da medula espinhal. Esta terapia é so para os pacientes que não respondem ao baclofeno oral ou aqueles que experimentam efeitos colaterais intoleraveis em doses eficazes. TERAPIA INTRATECAL DE BACLOFENO (TERAPIA TIB) SOBRE AS BOMBAS DE BACLOFENO As bombas de baclofeno fornecem medicação direto na medula espinhal. Para espasticidade de origem na coluna vertebral a infusão crônica de baclofeno por meio de uma bomba de baclofeno deve ser reservada para pacientes que não respondem ao baclofeno oral ou aqueles que experimenta efeitos colaterais intoleráveis em doses eficazes. O QUE É? Uma bomba de baclofeno é uma terapia especifica comprovada que reduz espasticidade severa causada lesão na medula espinhal ou doença na medula espinhal. BENEFICIOS E RISCOS todos os tratamentos e os resultados são específicos para o paciente e farão partes das suas consultas com seu profissional de saúde antes de iniciar esse tratamento consulte o profissional de saúde para ter acesso completo de benefícios, indicações, precauções, resultados clínicos esperadoe outras informações medicas relevantes associadas as bombas de baclofeno. TERAPIA INTRATECAL DE BACLOFENO CUIDADOS DE ENFERMAGEM Imobilização da coluna: uso do coar cervical e prancha rígida. Mobilização em bloco. Manter o alinhamento rigoroso no eixo da cabeça- quadril, permanentemente e durante qualquer procedimento com paciente. Observar alinhamento da coluna cervical, mantendo coxins sob as regiões escapulares e região occipital. Fazer reposicionamento do paciente em bloco quando escorregar em direção aos pés da cama através da ajuda de quatro funcionários. Orientar o paciente e a família quanto a necessidade de alinhamento da coluna cervical. observar sinais de perda de força e sensibilidade dos membros inferiores, caso presente comunicar imediatamente ao medico. Minimizar a possibilidade de ocorrência de aspiração traqueobrônquica por alimentos ou líquidos enquanto imobilizados. Manter sistema de aspiração ao lado da cabeceira do paciente para uso imediato por 24 horas. Oferecer líquidos nos intervalos das refeições ao paciente através de canudo oferecer alimentos de fácil mastigação e deglutição durante as refeições. CENTRO DE QUALIFICAÇÃO DE ENFERMAGEM IBOTIRAMA BA. DOCENTE: Enf. Aila Magalhães DISCENTE: Tamara silva e Sheila Paranhos TURMA: Sábado “DAR O MELHOR DE SI É MAIS IMPORTANTE QUE SER O MELHOR .” MIKE LERMER.